Professora sugere parceria entre jornal e sala de aula para formação de cidadão mais crítico

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – A professora e investigadora brasileira Eunice Amaro defendeu hoje uma parceria entre o jornal e a sala de aula como forma de preparar um leitor crítico e menos manipulável por fake news.

Eunice Amaro fez esta sugestão em declarações à imprensa à margem de uma conferência sobre o tema “Jornal e sala de aula: uma parceria que pode render conhecimento e criticidade”, a convite da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC).

Segundo argumentou, o desejo de todo o jornalista é ver o seu produto lido e ouvido por um maior número de pessoas e, por outro lado, o sonho da escola é que o produto que ela coloca no mercado, que é o aluno escolarizado, além de ser alfabetizado que seja letrado.

“Quando o professor trabalha com o jornal ele já está preparando o seu aluno para ser um leitor crítico, autónomo, menos manipulável por fake news, sabe distinguir o que é fake news e o que é real, então ele vai ser com certeza um cidadão mais crítico”, sustentou.

Para esta responsável o jornal trata de realidade próxima, daí, sublinhar que se trouxer algo que diz respeito à vida das crianças, por exemplo, elas vão até querer ler com mais atenção, comparativamente a um texto escolar.

“Então porque não o jornal já ser material para as crianças aprenderem a ler, a gostar de ler, questionou, ao mesmo tempo que sugere aos jornalistas a serem colaboradores, oferecendo capacitação, ou seja, exemplares de jornais não vendidos, para reflexão na escola já que a escola não tem oferecido acesso dos alunos aos jornais.

Por seu lado, a investigadora Izabel Castanha Gil, que vai ministrar o tema “A cultura como indutora do desenvolvimento local” avançou que estará a socializar uma experiência em construção referente aos esforços voltados à ressignificação dos parâmetros hegemónicos de desenvolvimento.

Adiantou que a sua comunicação vai-se basear numa troca de experiência, considerando que é preciso conhecer outras experiências de regiões que têm características semelhantes.

“Eu resido e estudo numa área do sudeste brasileiro, no estado de São Paulo, porém a minha cidade e as cidades vizinhas, nós estamos entre 600 e 700 km da capital, então nós não temos a influência daquela área muito dinâmica da industrialização, de concentração da população e, historicamente, nós temos uma cultura de esperar que os governantes façam alguma coisa por nós”, contou.

As duas professoras vão ministrar quatro conferências a convite da AJOC, sendo que a primeira acontece esta quarta-feira, a partir das 09:00, na sala multiusos da RCV, e as outras terão lugar nos dias seguintes, na Cidade Velha, Assomada e Calheta.

O público alvo são professores, jornalistas, empresas mediáticas, professores de educação básica, directores e coordenadores de escola, estudantes de cursos de formação de professores, estudantes de comunicação, e qualquer pessoa engajada com a temática do desenvolvimento de base local, sendo este último para o segundo tema.

ET/HF

Inforpress/Fim

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