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Primeira-dama defende preparação de reclusas para o mercado de trabalho

Cidade da Praia, 13 Set (Inforpress) – A Primeira-dama, Lígia Fonseca, defendeu hoje a necessidade de haver uma capacitação profissional de reclusas nas cadeias de Cabo Verde, m para que estejam preparadas para o mercado de trabalho, depois de cumprirem as penas a que foram condenadas.

Lígia Fonseca falava, na capital cabo-verdiana, aos jornalistas, à margem de uma conversa aberta intitulada “Os desafios das mulheres reclusas na actualidade”, realizada pelo Serviço Social da Cadeia Central da Praia, sob o lema “Promover a saúde prisional: uma questão de humanização”, no âmbito da Semana Nacional do Recluso.

Conforme afirmou a Primeira-dama, o período de reclusão, além de ser um tempo de reflexão, é também de preparação, tanto pessoal, como profissional, no sentido de permitir que, quando terminarem de cumprir penas a que oram condenadas, estejam as reclusas capacitadas para a sua integração na sociedade.

“A maior parte das mulheres reclusas têm filhos, filhos menores que precisam do apoio”, disse Lígia Fonseca, apontando para a necessidade de um apoio psicológico.

A Primeira-dama frisou ainda que a cadeia serve, ajuntou, para punir a prática de um crime que foi praticado, mas que, acima de tudo, é para ajudar que as pessoas reflictam.

“A sociedade condena, mas a sociedade não fecha as portas. Então, elas vão regressar para sociedade que as quer acolher”, acrescentou Lígia Fonseca, para quem as reclusas têm de ter preparação porque, nos dias de hoje, “o mundo muda a uma velocidade muito grande”.

Conforme defendeu a Primeira-dama, as reclusas têm de ser dotadas de uma formação que lhes permita trabalhar em concertação com outras mulheres no empreendedorismo, no corporativismo.

“Há uns anos atrás saíam com uma formação de cabeleireira, ou de tratamento pessoal, ou de corte e costura e já conseguiam lá fora depois alguns rendimentos. Daqui há uns anos isso será completamente insuficiente”, completou.

Segundo Lígia Fonseca, “é preciso muito mais”, porque “a sociedade, o mundo laboral estão em plena evolução”.

“As técnicas mudam muito e, portanto, se queremos ajudar temos que ajudar bem. Também trazer para dentro do estabelecimento prisional a formação adequada para o mundo que elas vão encontrar quando saírem da cadeia”, finalizou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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