Presidente do INIDA diz que prémio internacional desafia país a investir mais na sua biodiversidade

Cidade da Praia, 28 Nov (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) disse hoje que o Prémio Internacional Terras sem Sombra, atribuído ao Jardim Botânico, desafia a investir ainda mais na conservação e salvaguarda da biodiversidade do país.

O INIDA candidatou-se ao Prémio Internacional Terras sem Sombra, referente a 2019, na categoria de Salvaguarda da Biodiversidade, com o Jardim Botânico, situada no município de São Lourenço dos Órgãos, e foi distinguido por unanimidade como um dos melhores jardins a ser conhecido a nível internacional.

O prémio será entregue este sábado, dia 30, no auditório do Centro Cultural de Campo Maior, em Portugal, cujo acto será presidido pelo príncipe Leo de Hohenberg.

Para a presidente do INIDA, Ângela Moreno, este prémio tem um significado “muito importante” tendo em conta que há mais de 40 anos o país tem vindo a valorizar e a conservar tudo que é a sua biodiversidade e as suas áreas protegidas.

“É uma grande honra que a Terra sem Sombra faz a Cabo Verde atribuindo este prémio de reconhecimento enquanto parceiro chave no cumprimento de um dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável visando a conservação e a salvaguarda da biodiversidade”, afirmou em entrevista à Inforpress.

Ângela Moreno disse ainda que não estavam à espera de ganhar este título, este ano, mas que nunca duvidaram de que o Jardim Botânico merecia ser reconhecido internacionalmente.

Segundo disse, Cabo Verde, por ser um país seco, com dificuldades hídricas “muito forte”, com temperaturas elevadas durante o ano, é um ganho ter conseguido manter toda essa biodiversidade.

Neste sentido, enalteceu “o selo, o amor e o desempenho” de todos os técnicos, engenheiros e investigadores do INIDA, que ao longo dos anos tem vindo a trabalhar para manter viva todas as espécies deste espaço.

Esta distinção internacional, assegurou,   desafia-os e obriga-os a trabalhar mais para manter este título de “um país exemplo na biodiversidade”.

“Já temos alguns prémios e inclusive com o fundo do ambiente, que recentemente nos foi atribuído por este Governo, vai trazer mais competências e mais diversidades e biodiversidades ao nosso jardim botânico”, disse, ajuntando que agora com meios e com projectos vão continuar a trabalhar “mais e mais” para dar ao jardim botânico a “dignidade que merece”.

Informou ainda que mesmo antes desse reconhecimento internacional, o Jardim Botânico era “muito reconhecido” pelas organizações que fazem eventos turísticos e pelos turistas que procuram o espaço para visitar e fotografar a biodiversidade de Cabo Verde.

Nesses últimos anos, avançou, o jardim tem tido muitas visitas e em média por ano recebem sete mil visitantes.

A nível nacional, a mesma fonte informou que muitos cabo-verdianos, sobretudo os estudantes, visitam o jardim, e este por sua vez acaba por ser um “laboratório e uma escola de aprendizagem e da conservação” de tudo daquilo que é a biodiversidade do país.

Com os olhos do mundo sobre Cabo Verde, Ângela Moreno sublinhou que devem “andar com mais responsabilidade e investir mais” para que as próximas pessoas que irão visitar o jardim confirmam que são dignos deste prémio.

Neste sentido, informou que, com melhores condições estarão dispostos a candidatar-se a outros prémios internacionais.

O Jardim Botânico Grandvaux Barbosa é o único jardim botânico em Cabo Verde, situado na ilha de Santigo, na localidade de São Jorge, no município de São Lourenço dos Órgãos.

Sua colecção concentra-se em plantas endémicas e nativas do arquipélago e plantas medicinas.

Foi criado em 1986 e recebeu o nome do botânico franco-português Luís Augusto Grandvaux Barbosa (1914-1983).

O Prémio Internacional Terras sem Sombra, criado em 2011, destina-se a homenagear uma personalidade ou uma instituição que se tenham salientado, ao nível global, em cada uma das seguintes categorias: a promoção da música, a valorização do património cultural e a salvaguarda da biodiversidade.

Com periodicidade anual, o prémio consta de um diploma e de uma obra de arte encomendada a um artista contemporâneo, sendo entregue num momento culminante da temporada musical no Alentejo, Portugal.

O acto solene da entrega do prémio acontece no dia 30 de Novembro no auditório do Centro Cultural de Campo Maior, sob a presidência do Príncipe Leo de Hohenberg.

Para além de Ângela Moreno, Cabo Verde estará representada nesta cerimónia por dois especialistas da área de biodiversidade e o Embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro.

AM/AA

Inforpress/Fim

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