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Presidente da ACL diz ser necessário conhecer os homens e as mulheres da cultura cabo-verdiana

Cidade da Praia, 03 Out (Inforpress) – O presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL) defendeu hoje a necessidade de se conhecer os homens e as mulheres da cultura cabo-verdiana para que todos sintam orgulho do país.

David Hopffer Almada falava à imprensa a momentos antes da sessão de homenagem ao escritor Teixeira de Sousa, promovida pela ACL e a Fundação Pedro Pires, na tarde hoje, no IILP-Casa Cor-de-rosa, na Cidade da Praia.

Em relação à homenagem ao claridoso Teixeira de Sousa, o presidente da ACL referiu que aquela organização tem por “princípio e dever” dar a conhecer ao povo cabo-verdiano e ao mundo os seus valores da literatura.

“A academia é a Academia de Letras, portanto que se ocupa muito da cultura em geral, mas, sobretudo daquilo que está ligado à literatura”, afirmou David Hopffer Almada, anunciado para futuras homenagens a outras figuras como “uma posição firme” da actual direcção da ACL.

Prosseguindo, Almada considerou que é preciso conhecer “os grandes homens e mulheres” da cultura e, sobretudo, da literatura, para que todos se sintam orgulhosos deste país.

“Quanto mais soubermos de nós mesmos e soubermos dos nossos valores, mais firmes estaremos sobre as nossas próprias pernas e mais convictos estaremos de que somos capazes de ir longe em todos os domínios e aspectos”, acrescentou.

Instado a falar de Teixeira de Sousa, David Hopffer Almada disse que destacaria, sobretudo, a maneira como o falecido escritor escrevia.

“Quem lê o ‘Ilhéu da Contenda’, dificilmente não vai gostar do livro. Quando li pela primeira vez, fiquei a pensar ‘meu Deus temos escritores (…)’”, complementou o presidente da ACL, para quem muitas vezes os cabo-verdianos não levam em conta que, afinal, em Cabo Verde, há escritores que também podem fazer determinadas coisas.

Isso, disse, enche de orgulho, mas também de ambição, ao se saber que também os cabo-verdianos podem fazer. “Esta é a grande lição que nós tiramos”, sintetizou.

David Hopffer Almada frisou ainda a capacidade de Teixeira de Sousa em conseguir transpor para livro a realidade concreta da vivência quotidiana de cada um.

“É saber como é a nossa gente e saber que há gente capaz de transpor isso para um livro e para a memória futura”, finalizou.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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