Praia: Eleitos do PAICV apontam falta de segurança e desemprego como dois grandes problemas do concelho

Cidade da Praia, 26 Nov (Inforpress) – Os deputados municipais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), na Praia, elegeram os problemas da segurança e do desemprego como dois “grandes desafios” que se colocam a capital do país.

Esta posição foi manifestada pelo líder da bancada do PAICV, Vladimir Ferreira, que defende a necessidade destas duas preocupações estarem na linha da frente como as prioridades de actuação.

Em relação as medidas anunciadas pelo edil, Óscar Santos, durante a X sessão da Assembleia Municipal da Praia, como a instalação da Polícia Municipal para fazer respeitar o código de postura e a deslocação de oficinas dos espaços públicos para instalações adequadas, assim como lavagem de viaturas, disse que estas mudanças já podiam ser feitas há muito.

Vladimir Ferreira classifica de “caótica” o sistema de lavagem de carros na via pública na Cidade da Praia, e chamou atenção para a necessidade de se rever este processo, na base de uma melhor regularização e fiscalização.

“Agora, é precioso e reconversão dos jovens que vivem nesta actividade. Uma actividade que nasceu torta e precisa de ser regulada”, afirmou alertando para a necessidade de se diferenciar oficinas de ferro velho.

O líder da bancada do PAICV realçou que grande parte destas questões está contemplada no Código de Postura Municipal, mas que resta uma actuação que visa melhorar a cidade capital.

O presidente da Câmara Municipal da Praia anunciou, segunda-feira, que a Polícia Municipal vai ser instalada em 2020, “com direito a porte de arma” para fazer respeitar o código de postura, neste município com aproximadamente 200 mil pessoas.

Explicou que a Polícia Municipal vai ser dirigida por um oficial da Policia Nacional e que o corpo desta autoridade camarária vai ser constituído a partir de um concurso público, enfatizando, entretanto, que para a autarquia da capital vai ser muito mais fácil a transição da Guarda Municipal, criada há mais de 10 anos, para a Polícia Nacional.

Em relação as queixas e preocupações levantadas pelos munícipes, reconheceu que “a lavagem de carros em vias públicas, para além de ser uma fonte de rendimento para emprego das pessoas que dela depende, tem um impacto negativo para a cidade com reflexos na danificação de asfaltos e incómodo junto das populações”.

Como solução para parte deste problema, Óscar Santos sugere a reconversão de alguns destes jovens para novas acções de formação profissional, ao mesmo tempo que perspectiva a criação de espaços fora da cidade para a deslocação das oficinas públicas em “grandes pavilhões”, de modo a evitar incómodo junto dos moradores e problemáticas ambientais em locais de residências.

SR/CP

Inforpress/Fim

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