Praia: Associação denuncia precariedade laboral dos trabalhadores de saneamento

Cidade da Praia, 10 Jan (Inforpress) – O presidente da Associação dos Trabalhadores de Saneamento da Câmara Municipal da Praia, Carlos Ribeiro, denunciou hoje a “precariedade laboral” porque passa a classe, mormente no domínio social, salarial e de materiais.

Carlos Ribeiro falava em conferência de imprensa realizada na Praia pelo Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços, Agricultura e Afins (Siacsa), para pronunciar sobre a situação laboral em que vivem os trabalhadores da Câmara Municipal da Praia e dar uma resposta ao comunicado feito pela autarquia que acusa aquele sindicato de promover desordem na Praia.

Carlos Ribeiro assegurou que desde a tomada de posse da actual gestão camarária, a associação tem tentado dialogar com a mesma, com o intuito de, sobretudo, dar a conhecer o propósito da colectividade bem como discutir os anseios da classe.

No entanto, até então, conforme disse, o pedido de audiência com o presidente da câmara da Praia nunca foi aceite, mas que esta recusa não tirou o foco da Associação dos Trabalhadores de Saneamento da Câmara Municipal da Praia que é defender os trabalhadores.

“Temos trabalhadores de classe muito precário carecendo de diferentes tipos de apoios, tanto sociais, materiais e financeiros de várias ordens”, disse frisando que um dos objectivos da associação é trabalhar na questão social sendo que a câmara “não dispõe” de políticas sociais para os seus trabalhadores.

“Por exemplo um trabalhador que adoece tem que recorrer a serviço de emergência, assim como qualquer cidadão, porque  [a câmara] não tem políticas para os trabalhadores que manuseiam resíduos e lixo de todas as espécies e não há consultas periódicas a esta classe para prevenir doenças, colocando em risco toda a família”, exemplificou Carlos Ribeiro.

As consultas periódicas, segundo o mesmo, foram suspensas sem aviso e justificativas, deixando os trabalhadores à “deriva”.

“Quando um funcionário de 15, 20 e 30 anos de trabalhos deste serviço morre, a única regalia que tem é um caixão de 15 mil escudos e isto é indigno para uma pessoa que já fez carreira na câmara por um longo período”, elencou, sublinhando que a associação teve que criar uma conta funerária para apoiar neste sentido.

O presidente da Associação dos Trabalhadores de Saneamento da Câmara Municipal da Praia referiu-se também ao Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) aprovado em 2013, mas que, conforme precisou, não tem funcionado “bem” para os trabalhadores que estão a trabalhar há décadas na autarquia.

“Sabemos que o PCCS não resolverá todos os problemas, mas os trabalhadores com mais de 20 anos sem progressão na carreira ganhariam muito com isso”, vincou, denunciando que na autarquia há “discrepância” salarial de todas as ordens.

“Temos trabalhadores que entraram no mesmo dia, no mesmo cargo e um ganha mais que outro, ajudantes a ganhar mais que condutores (…)”, referiu Carlos Ribeiro.

Aquele responsável reiterou que a associação tem tentado estabelecer diálogo com autarquia para analisar as prioridades, como e quando agir, mas a autarquia tem mostrado fechado ao diálogo e fazendo diferentes tipos de acusações, mas, prometeu que a organização “não desfocará” dos seus objectivos.

TC/CP

Inforpresss/Fim

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