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PR pede abolição do visto para Portugal e resolução dos problemas dos cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe

Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) – O Presidente da República pediu segunda-feira, 10, um acordo bilateral para abolir o visto para Portugal e uma “solução razoável” para “a dolorosa e histórica” situação dos cabo-verdianos em São Tomé e Príncipe.

Jorge Carlos Fonseca falava na cerimónia oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que decorreram na Escola Portuguesa de Cabo Verde (EPCV), na cidade da Praia.

Lembrando uma entrevista recente a um jornalista português que o interpelou sobre o que poderia ser uma mais-valia para a ligação entre os dois países, o chefe de Estado cabo-verdiano mostrou-se ciente de que o processo não é fácil, porque, enfatizou, a proposta portuguesa resulta de uma “ginástica legal mais convencional”, por pertencer à União Europeia.

Contudo, o também presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),  defendeu que “com vontade política, criatividade e imaginação” sempre se pode chegar às soluções que correspondem aos anseios.

Até porque, recordou, antes de ser Presidente da República sempre disse que a CPLP “nunca seria uma comunidade de povos e cidadãos se não houvesse a possibilidade de circulação destes povos sem a necessidade de vistos”.

O Presidente da República pediu também um esforço dos três países, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, para encontrar uma “solução razoável para “a dolorosa   e histórica” situação de muitos cabo-verdianos que foram para São Tomé e Príncipe nos anos 50 e 70 e que se encontram em situação social “muito difícil”.

Jorge Carlos Fonseca enalteceu a comunidade portuguesa residente em Cabo Verde por dar uma “contribuição inestimável” para o progresso deste país, investindo em vários sectores.

Também deixou um convite aos portugueses, pedindo-os que venham a Cabo Verde para conhecer as ilhas mas também ajudando a edificar um país “mais competitivo, livre, democrático, justo e igual” e com “menos desigualdades sociais”.

 

CD/AA

Inforpress/Fim