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Portugal e Luxemburgo vão apoiar Cabo Verde nas áreas da defesa, segurança marítima e formação militar (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) – Portugal e Luxemburgo vão apoiar Cabo Verde no domínio da defesa, segurança marítima, oferta de equipamentos militares e na formação de militares cabo-verdianos na Academia Militar Portuguesa.

Este é o resultado do acordo de cooperação trilateral no domínio da defesa assinado hoje na Cidade da Praia pelo ministro da Defesa de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, e seus homólogos de Portugal, José Azevedo, e de Luxemburgo, Étienne Schneider.

Segundo Luís Filipe Tavares, este acordo vai permitir a identificação de projectos no domínio da defesa com base no plano estratégico de desenvolvimento da Guarda Costeira de Cabo Verde, para o horizonte 2017/2027, desenvolvido em Dezembro de 2016, e no plano de acção de segurança e estabilidade do arquipélago.

“Nós queremos identificar os principais factores de instabilidade no domínio da defesa, da segurança marítima e da formação que são as necessidades principais de Cabo Verde e estabelecer aquelas que são prioritárias para as Forças Armadas do nosso país”, explicou o governante.

Conforme realçou o ministro, fruto dessa parceria tripartida, Cabo Verde vai começar a receber equipamentos importantes e apoio militar, técnico e financeiro desses parceiros para aumentar o nível de segurança do país, mas também da sub-região que é uma preocupação colectiva também da União Europeia.

Entretanto, o ministro da defesa de Luxemburgo, Étienne Schneider, que visita Cabo Verde pela primeira vez, destacou a longa relação entre os três países e referiu que Luxemburgo acolhe uma vasta comunidade cabo-verdiana e portuguesa.

Schneider defendeu que o acordo “abre um novo capítulo de cooperação” entre Cabo Verde e Luxemburgo no domínio da segurança e da defesa e por isso espera que o mesmo seja “frutífero para os três países”.

Da parte de Luxemburgo, garantiu que o seu país vai disponibilizar um pacote financeiro para equipar uma sala do Centro de Operações de Segurança Marítima (COSMAR), uma verba para Cabo Verde para aquisição de equipamentos militar já no ano de 2019, desenvolver um plano trianual para os anos 2020/2023 em matéria de defesa e segurança, para além de financiar bolsas de estudo para a formação de militares cabo-verdianos em Portugal entre outras acções conjuntas.

Por sua vez, o titular da pasta da defesa de Portugal, José Azevedo Lopes afirmou que “este é um momento importante nas relações de cooperação e na era de cada um dos três países”.

O facto de essas três nações partilharem muita história em comum e de muitos dos seus cidadãos circularem nos seus territórios é, segundo José Azevedo Lopes, um aspecto que “facilitou uma discussão numa área de soberania e de segurança onde a posição geopolítica e geoestratégica não precisa de ser desenvolvida.”

“Se Cabo Verde estiver ainda melhor e mais capaz, ficaremos melhor e mais capazes porque há vantagens para a toda a gente e para todos os países se esta região estiver cada vez mais segura e capaz de enfrentar desafios na área da segurança”, elucidou o ministro da defesa de Portugal.

Para José Azevedo Lopes, este acordo mostra que o seu país se mantém “plenamente empenhado em dotar tanto quanto possível” dos seus meios navais e aéreos e dar a sua contribuição no domínio da defesa.

Trata-se de um esforço que representa para Portugal em termos de meios navais e aéreos um valor que ascende a um milhão de Euros, ajuntou, destacando que os militares cabo-verdianos são destacados sempre por resultados acima da média e premiados nas áreas da formação e da Academia Militar em Portugal.

Questionado como é que o Luxemburgo vai entrar nesta parceria por se tratar de um país que não tem mar o ministro da Defesa de Portugal lembrou que a segurança marítima é uma questão global.

Realçou, por outro lado, que há uma percentagem enorme do comércio internacional por via marítima que passa nesta região e se houver riscos de ameaças, de violência, e riscos para esses navios, automaticamente a segurança de Portugal, de Cabo Verde e de Luxemburgo estará mais frágil.

CD/FP

Inforpress/Fim