Porto Novo: Vereador João Lima diz que está a ser “um incómodo” na câmara e receia poder concluir o mandato

Porto Novo, 23 Set (Inforpress) – O vereador da câmara do Porto Novo, Santo Antão, João Lima, diz que está a ser um incómodo para o executivo camarário a que pertence, porque não está “a colaborar com determinados actos lesivos” à edilidade.

Durante a recente sessão da Assembleia Municipal do Porto Novo, que decorreu este fim-de-semana, o vereador João Lima e o edil, Aníbal Fonseca, voltaram a ter “desentendimentos” sobre questões que dizem respeito ao funcionamento da edilidade, que acabaram por deteriorar a relação entre ambos.

O vereador, entre outras questões, falou de “desvios de verbas” na câmara e prometeu, “em fórum próprio” esclarecer essa questão, tendo ainda acusado o presidente da autarquia de “esconder informações”, sobretudo, relativamente a inaugurações.

“Reconheço que sou um incómodo, porque não estou a colaborar com determinados actos lesivos à câmara”, admitiu o vereador, que receia, por isso, poder chegar o mandato ao fim.

“Não sei se vou até ao fim do mandato, porque o ambiente não está nada bom”, avançou o vereador, que acusou, também, o presidente da Assembleia Municipal do Porto Novo, César Almeida, de o ter negado a palavra, durante a sessão em causa.

O presidente da câmara do Porto Novo admitiu que, “de facto, as coisas não têm corrido bem” com o vereador João Lima, médico de profissão, que “entrou em conflito com todos e não aceita as regras”, explicou o autarca, refutando as acusações sobre desvios de verbas.

Aníbal Fonseca considera que “dessa forma, é “muito difícil contar com o vereador”, que antes ocupava-se do pelouro da saúde, mas que, em Maio deste ano, foi desprofissionalizado, encontrando-se, desde essa data, sem qualquer pasta.

O presidente da Assembleia Municipal do Porto Novo diz não ter “nada contra” o vereador, que “não acata a autoridade” do presidente deste órgão deliberativo e actua, “às vezes”, como se não pertencesse ao executivo camarário, questionando os outros vereadores.

A desprofissionalização do vereador que, desde 2016, tinha a seu cargo o pelouro da saúde, em regime de permanência a meio tempo, teve como origem “desentendimentos” com Aníbal Fonseca e com os vereadores.

Em Dezembro de 2018, o médico entrou em “desacordo” com o presidente da câmara em como as acções da edilidade a nível da saúde deviam ser realizadas.

Denunciou, nessa altura, que utentes neste concelho estariam a ser usados como “cobaias” por médicos estrangeiros, que têm cegado a Porto Novo para “fazer experiências” trazidos pela própria câmara municipal, denúncia que foi, “prontamente” refutada pelo presidente da edilidade.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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