Porto Novo: Produtores pressionam Governo para levantamento parcial do embargo imposto aos produtos agrícolas

Porto Novo, 05 Set (Inforpress) – O Governo continua a ser pressionado pelos produtores para levantar, parcialmente, o embargo imposto, há 35 anos, aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa dos mil-pés (illacme plenipes).

Os agricultores querem, com esta “luta”, a permissão de escoamento dos excedentes das localidades ainda sem essa praga para outras parcelas do território nacional.

A pressão tem vindo a ser exercida, sobretudo, pelos produtores do inhame, no Tarrafal de Monte Trigo, que aproveitaram a recente visita do vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, a Santo Antão, no último dia de Agosto, para pedir, uma vez mais, o fim deste embargo.

Os produtores querem colocar o inhame, muito cultivado no Tarrafal de Monte Trigo (a produção anda à volta dos 700 toneladas por ano), em algumas ilhas, designadamente na ilha de Santiago, onde o produto tem “excelente mercado”.

O Governo, perante a insistência dos agricultores, já admitiu a possibilidade de levantar o embargo, “discriminando positivamente” as zonas ainda livre dos mil-pés, desconhecendo-se, porém, a data para a efectivação de tal decisão.

Segundo o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, Joel Barros, “existe um compromisso assumido” pelo Governo nesse sentido, ou seja, de poder permitir que os produtos provenientes dos vales ainda sem essa praga, caso do Tarrafal de Monte Trigo, sejam exportados para outras ilhas.

O edil do Poro Novo, Aníbal Fonseca, também, informou que as câmaras municipais de Santo Antão estão a discutir com o Governo a questão do embargo, havendo, nesta altura, “a possibilidade” de se tomar “medidas muito especificas” que permitam a exportação de excedentes para outras ilhas.

Os autarcas, já por várias vezes, avisaram que pretendem “lutar”, juntamente com os agricultores, para levar o Governo a pôr cobro à essa media de quarenta, que vigora desde 1984, e que está, no seu entender, a “penalizar” a agricultura nesta ilha.

O Governo já prometeu continuar a apostar na investigação para encontrar formas de eliminar ou, pelo menos, reduzir “os efeitos nefastos” dos mil-pés e de outras pragas, que afligem a agricultura em Santo Antão.

Martiene e Chã de Norte, também, no Porto Novo, são outros vales agrícolas ainda sem a praga dos mil-pés, que terá sido detectada, pela primeira vez, em Santo Antão, nos princípios da década de 70.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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