Porto Novo: Produtor garante “grogue de melhor qualidade nacional” à conquista do mercado em França

Porto Novo,  12 Mai (Inforpress) – O grogue que se produz no Tarrafal de Monte Trigo, no Porto Novo, Santo Antão, está a conquistar o mercado em França, o pais para onde o produto tem vindo a ser exportado desde Agosto de 2018.

O produtor Simão Évora garante que tem chegado ao mercado francês “o grogue de maior qualidade nacional”, produzido em Tarrafal de Monte Trigo, localidade onde os fabricantes têm estado “cada vez mais focados” na melhoria da qualidade do produto, garante.

Além do grogue, também derivados, como ponche e licores, têm sido, igualmente, exportados para França.

O grogue produzido em Ribeira da Cruz, outro vale do interior do Porto Novo, também, já goza de “muita preferência” no mercado intencional, sobretudo, nos Estados Unidos da América (EUA), segundo os produtores locais.

Isso, acontece numa altura em que o grogue de Santo Antão está em vias de ser certificado.

A  menos de um mês do término do período de industrialização da aguardente, com selagem dos alambiques, os produtores em toda a ilha de Santo Antão estão “satisfeitos com os ganhos conseguidos”, este ano, em matéria de valorização do grogue, nesta ilha.

Para isso, segundo os produtores, contribuíram as acções desencadeadas pela Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE), tanto a nível de fiscalização como de formação/capacitação dos agricultores para uma produção legal do grogue.

Com 1.034 hectares da área agrícola coberta por cana-de-açúcar, Santo Antão detém 80 por cento (%) do potencial de cana sacarina em Cabo Verde, mas, curiosamente, contribui apenas com 20% da produção da aguardente a nível nacional.

A Associação dos Municípios de Santo Antão garante que ainda em 2019, o grogue que se produz nesta ilha, à volta de dois milhões de litros por ano, vai ser “devidamente certificado” com vista à sua afirmação no mercado nacional e sua exportação para mercados internacionais.

A certificação do grogue de Santo Antão será possível graças à operacionalização do laboratório do centro de transformação agro-industrial de Afonso Martinho, em Ribeira Grande, e à aquisição de um cromatógrafo, financiado pelo Governo, em seis mil contos.

JM/CP

Inforpress/Fim

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