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Porto Novo: Governo e município procuram engajar investidores na indústria de pozolanas

Porto Novo, 15 Jul (Inforpress) – A situação da fábrica de pozolanas, encerrada há seis anos, continua na ordem do dia dos portonovenses, que insistem na necessidade dos poderes públicos encontrarem investidores nesta indústria, de grande potencial no município do Porto Novo, Santo Antão.

Por inúmeras vezes, os munícipes têm alertado para a situação da cimenteira, desactivada, em 2013, por alegadas dificuldades financeiras, e, em resposta, a câmara municipal garante estar, em parceria com o Governo, “a fazer os possíveis” para “engajar” investidores nesta indústria, actualmente, em situação de abandono.

As pozolanas, cujas reservas andam à volta de dez milhões de toneladas, constituem “um recurso estratégico” para o desenvolvimento do concelho do Porto Novo, conforme os responsáveis locais, que prosseguem, por isso, às acções de promoção deste recurso natural, com vista a encontrar “um parceiro estratégico”.

Até esta altura, tem-se registado interesse de alguns investidores, um dos quais de nacionalidade chinesa, segundo apurou a Inforpress junto da câmara do Porto Novo, que reafirma o propósito de “trabalhar”, com o Governo, com vista a conseguir “seduzir” os investidores nesta cimenteira.

O edil Aníbal Fonseca confirmou que a sua autarquia está a par do interesse de alguns investidores, manifestando, por isso, esperança em que se consiga “engajar” parceiros para revitalizar a indústria de pozolana, no Porto Novo.

O Governo, que está na posse de “um dossiê” sobre essa indústria, já se comprometeu, igualmente, a “trabalhar” com a câmara do Porto Novo na procura do tão desejado “parceiro estratégico” para a fábrica de pozolanas.

A fábrica foi instalada em 2005, por um grupo de investidores italianos, que assinou com o Governo de Cabo Verde um contrato de concessão da exploração das pozolanas por um período de 25 anos.

Essa unidade, situada em Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo, acabou por ser desactivada, devido a dificuldades financeiras, decorrentes de falta de mercado para o produto, conforme alegaram os investidores.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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