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Porto Novo: Borboleta “tuta absoluta” dizima culturas de tomate e repolho com prejuízos de milhares de contos

Porto Novo, 16 Jul (Inforpress) – A borboleta “tuta absoluta”, praga conhecida como “traça do tomateiro”, está a deixar afitos os agricultores no concelho do Porto Novo, em Santo Antão, com prejuízos de “milhares” de contos nas culturas de tomate e repolho.

“Traça do tomateiro”, que chegou a Porto Novo há quase uma década, concentra, sobretudo, nos vales da Ribeira Fria e Ribeira dos Bodes, onde tem destruído culturas do tomate e repolho, com “enormes” danos para os agricultores, que se dizem “aflitos” com o poder de destruição dessa praga.

O presidente da associação dos agricultores em Ribeira dos Bodes, Jailson Monteiro, avançou à Inforpress que essa praga tem provocado estragos de “milhares” de contos aos agricultores dessas duas localidades, que têm tentado combate-la, mas sem quaisquer resultados práticos.

“Só aqui em Ribeira dos Bodes, os prejuízos registados, este ano, ultrapassam um milhar de contos”, informou.

Este agricultor informou que os produtores já recorreram a iscos, mas o facto é que “tuta absoluta” continua a destruir culturas de tomate e repolho, para o “desespero” da classe, que clama pela intervenção do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA).

Adilson Silva, produtor agrícola em Ribeira Fria, confirmou que a acção daninha de “tuta absoluta” tem “desanimado” os lavradores.

Ribeira Fria é considerada um dos maiores produtores do tomate na ilha de Santo Antão, mas a presença de traça do tomateiro, segundo os agricultores, está a pôr em risco esse “estatuto”, pelo que exorta o MAA a encontrar “uma forma eficaz” de combater a praga, que “ataca, seriamente”, esta cultura.

A borboleta “tuta absoluta” foi detectada, pela primeira vez, no Porto Novo, em 2010, e o seu combate tem sido “uma preocupação constante”, segundo os técnicos dos serviços locais do MAA.

Segundo aqueles serviços, o combate a essa praga tem-se revelado “difícil”, já que os meios utilizados têm-se mostrado “pouco eficientes”, embora os técnicos continuem a “trabalhar” com os agricultores “formas alternativas” de debelar “tuta absoluta” neste concelho.

JM/ZS

Inforpress/Fim