Porto Novo: Apesar da seca produtores conseguem colocar no mercado mais de cinco mil queijos/mês

Porto Novo, 11 Ago (Inforpress) – Os produtores do queijo no Porto Novo, Santo Antão, apesar dos dois anos de seca severa, que tem afectado a actividade pecuária, sobretudo, nas zonas altas deste concelho, conseguem, mensalmente, colocar nos mercados mais de cinco mil queijos.

Além de Santo Antão, o queijo produzido neste município santantonense é, também, colocado nas ilhas de São Vicente, Sal e Santiago.

Além da unidade agro-alimentar, na cidade do Porto Novo, com capacidade para produzir mais de mil queijos por semana, há ainda muitos produtores, que têm conseguido manter (em alguns casos até aumentar) a produção, mesmo perante a seca severa, segundo a associação dos criadores de gado.

Um desses criadores é Hipólito Lima, em Casa de Meio, que, depois de redimensionar o seu efectivo, conseguiu manter a produção do queijo e, assim, garantir o sustento do seu gado, nesses dois anos de seca.

Segundo Romeu Rodrigues, representante da associação dos criadores de gado, os produtores na zona baixa da cidade do Porto Novo e arredores, apesar da seca, conseguem, “com maior ou menor dificuldade”, produzir o seu queijo e, por conseguinte, têm conseguido salvar os seus animais.

Criadores da zona baixa da cidade, mas também nos planaltos Norte e Leste têm estado a beneficiar do programa de mitigação da seca, que concede uma bonificação de 20 por cento (%) por cada saco de ração adquirido.

Porém, muitos criadores queixam-se de dificuldades, sobretudo, financeiras, na compra da ração, considerando que a taxa de bonificação deveria ser superior.

Porto Novo dispõe de um dos maiores efectivos pecuários do país, estimado em 23 mil cabeças de gado, na sua grande maioria caprinos, que se concentram, sobretudo, no Planalto Norte e na zona baixa da cidade do Porto Novo.

A qualidade do queijo (fresco e curado) “made in” Porto Novo é reconhecida internacionalmente.

O queijo do Planalto Norte recebeu, em 2007, a chancela de património mundial do gosto e, em 2017, foi galardoado com a medalha “Slow Cheese Award”, pela Fundação Slow Food, com sede em Itália.

Com a ligação marítima inter-ilhas, assegurada, desde os finais de Julho, pelo ferryboat Liberdadi, da companhia Fast Ferry, os produtores do queijo portonovenses já conseguem colocar o produto nos mercados turísticos.

O queijo, que já chega a São Vicente, Sal e Santiago, poderá passar a ser exportado, também, para Boa Vista.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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