Polícia Nacional tem desempenhado as suas funções com “profissionalismo e amor” – CCSL

Cidade da Praia, 29 Set (Inforpress) – O presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, disse hoje que a Polícia Nacional é uma classe que tem desempenhado as suas funções com “profissionalismo e amor”, pelo que precisa de ser “moralizada e apoiada”.

O líder da CCSL espera que o Orçamento do Estado para 2023 contemple aspectos que visem melhorar as condições do pessoal da Polícia Nacional (PN).

José Manuel Vaz fez estas considerações à margem da conferência de imprensa que o presidente do Sindicato Nacional da Polícia deu esta quinta-feira, para denunciar que a classe está “insatisfeita” no que tange a aspectos laborais, nomeadamente a carga horária, que considera ser uma situação “grave”.

“Aquilo que constou das directrizes que foram apresentadas em sede de Concertação Social devem fazer parte do Orçamento do Estado para 2023”, desejou José Manuel Vaz, esperando que isto se concretize na reunião, esta quinta-feira, do Governo, entidade patronal e sindicatos.

José Manuel Vaz espera que o Orçamento para o próximo ano contemple a última tranche do reajustamento salarial da PN, assim como as progressões e promoções das diversas classes da Administração Pública.

Para o líder da CCSL, a PN é uma classe profissional como qualquer outra e, portanto, “não pode trabalhar 60, 70 ou 80 e, às vezes, mais de cem horas por semana”.

“Estamos totalmente solidários com o Sinapol e a sua direcção no sentido de se fazer um esforço para se pôr a esta questão da carga horária que, de facto, é muito pesada”, apontou José Manuel Vaz, lamentando que estes operacionais não recebam “um único centavo” de compensação.

Na sua perspectiva, a PN não pode trabalhar gratuitamente para o Estado, sabendo, enfatizou, que outras classes profissionais, trabalhando uma hora a mais, são compensadas.

“Apelamos ao Governo para, junto do Ministério da Administração Interna, da Direcção Nacional da Polícia, encontrar uma solução para esta questão de carga horária”, acentuou Vaz, que acredita que o executivo, enquanto pessoa do bem, resolva este e outros problemas.

LC/CP

Inforpress/Fim

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