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Partido Popular considera Lei da Paridade uma grande “hipocrisia” dos partidos políticos que a aprovaram

Cidade da Praia, 10 Nov (Inforpress) – A presidente do Conselho Nacional do Partido Popular (PP), Guilhermina Araújo, considerou hoje o artigo sexto da Lei da Paridade aprovada recente na Assembleia Nacional, “uma grande hipocrisia” dos partidos políticos.

Em declarações à Inforpress no final da reunião quinzenal do partido, Guilhermina Araújo avançou que o que está explícito neste artigo já figura no artigo primeiro, nº2 da Constituição da República, esclarecendo, no entanto, que PP não é contra a Lei da Paridade.

“A nossa liberdade fundamental começa com o princípio da igualdade que está explícito na Constituição, pelo que pensamos que tudo isso foi uma hipocrisia dos partidos com assento na Assembleia Nacional”, disse.

A lei da paridade e igualdade, explica, ao que tudo indica é 50/50, pelo que não deveria, segundo a porta voz do PP, a lista de partidos e de cargos administrativos indicar que as percentagens devem ser 60/40.

Um outro assunto debatido durante a reunião do PP este domingo, tem a ver com a segurança pública, tendo o partido demarcado das palavras do primeiro-ministro a quando da sua estadia em Itália, numa conversa como os emigrantes, onde, conforme refere o PP, declarou que os cidadãos cabo-verdianos estão a “especular” sobre a criminalidade no país.

“A nossa posição quanto a este tema vai ao encontro daquilo que a Embaixada dos Estados Unidos publicou, recomendando aos seus cidadãos a tomarem cuidado com a segurança em Cabo Verde”, disse.

Guilhermina Araújo apelou deste modo aos cabo-verdianos a estarem atentos, pois, segundo disse, Cabo Verde está mesmo inseguro, e incita a Câmara Municipal a melhorar a sua política de habitação, indicando que se isso acontecer não haveria tanta criminalidade no país e as pessoas a viverem cercadas de gradeamentos nas suas casas.

A sua reunião de hoje, o Partido Popular fez uma analise sobre o estado da saúde, tenho manifestado a sua indignação quanto a situação do Hospital da Praia, particularmente do banco de urgência que considera não ter sofrido nenhuma remodelação.

“Esse serviço está caótico e o que vimos é que nada mudou, desde a época colonial, e que só lavaram a cara e nada mais”, sustentou.

De acordo ainda com Guilhermina Araújo, a taxa moderadora no Hospital da Praia é paga mais pelas pessoas com fraco rendimento do que pelos que possuem alguns bens, já que estes são atendidos, desde que chegam, pelos chefes e amigos, logo não pagam nada.

No sector da saúde, a porta voz PP criticou ainda a postura do INPS que, segundo disse, tem investido dinheiro dos contribuintes em empresas privadas do Estado, como Electra e outros, e não investe em serviços de saúde para melhorar as condições de tratamento dos seus contribuintes, deplorando também o facto de esse instituto ter deixado de comparticipar em medicamentos de muita utilidade para vários doentes no país.

Na sua reunião quinzenal o PP procedeu também à análise da situação do ano agrícola, tendo exortado o Governo a ter outra dinâmica e preparação para que possa ajudar os camponeses e criadores de gados.

No concernente à recolha de assinaturas com vista à alteração da lei que define e estabelece os crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, o PP afirmou ter já atingido o estipulado por lei para entregar a petição na Assembleia Nacional, faltando apenas a ilha do Maio para a recolha conforme manda a lei.

PC/FP

Inforpress/Fim

 

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