Parlamento: MpD diz que não se deve ignorar o impacto da covid-19 nos transportes aéreos

Cidade da Praia, 09 Dez (Inforpress) – O MpD disse hoje que em 2019 os transportes aéreos davam sinais de retoma em Cabo Verde, mas que tudo foi abaixo por causa da covid-19, pelo que não pode ignorar os efeitos da pandemia neste sector.

Esta posição do Movimento para a Democracia (MpD-poder) foi manifestada pelo deputado Anicete Barbosa, no arranque, esta manhã, do debate parlamentar sobre o sector dos transportes em Cabo Verde, tema proposto pelo Partido Africano da Independência (PAICV-oposição).

Nas suas declarações, Aniceto Barbosa começou por frisar que o MpD não quis deixar a TACV morrer, por ela ser uma companhia de bandeira e estratégica para Cabo Verde.

“O MpD veio com uma estratégia e uma visão que passam pela reestruturação dos TACV e para não o deixar morrer. A reestruturação passa, de facto, por um processo de privatização. Foi escolhido um parceiro estratégico, precisamente por causa da sua experiência no hub aéreo e na nos voos transatlânticos que faz entre Europa e os Estados Unidos”, relembrou.

Entretanto, disse que se deve lembrar que a covid-19 foi o único factor que, efectivamente, colocou tudo isso abaixo.

“O Governo, no seu programa da nova legislatura de 2016 a 2021, e na sua décima legislatura que estamos hoje a viver, definiu claramente políticas que pretendem um desenvolvimento harmonioso e sustentável do País”, prosseguiu.

Segundo Aniceto Barbosa, um dos sectores que este Governo agarrou foi o dos transportes.

“É exemplo claro a nacionalização dos TACV, uma vez que com a covid-19, de facto, as companhias aéreas caíram no mundo inteiro e a TACV, na situação em que foi encontrada, não tinha condições nenhuma de aguentar”, acrescentou.

Mas, frisou, este Governo decidiu “estrategicamente” que não deixará a companhia cair, mas sim dar-lhe uma mãozinha para aguentá-la e prepará-la para uma possível nova privatização.

“2019 foi um ano que demonstrou, de facto, que a estratégia que o MpD tinha com os transportes aéreos era assertiva, que deu resultado. Neste ano o sector dos transportes aéreos estava a crescer e o hub do Sal deu os seus primeiros passos. A TACV também cresceu 10% em 2019, com forte contributo atingiu, de facto, um peso de 8% do PIB”, elucidou.

Aniceto Barbosa relembrou igualmente que a Cabo Verde Airlines (CVA) estava a fazer 48 voos semanais, ligando 11 destinos.

“Se isso não era recuperação dos TACV, que encontramos sem avião, então não sei como seria. O volume de negócios da CV Handling também aumentou 10%, ASA teve um aumento de 50% no programa e o Governo teve 9% no seu resultado líquido”, continuou.

Barbosa ressaltou ainda que há outros negócios paralelos em que todas as companhias que prestam serviços paralelos à companhia aérea também apresentaram “resultados bastantes significativos” nas suas economias.

“Não devemos ignorar os efeitos da pandemia a nível mundial nos transportes aéreos”, defendeu.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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