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Países africanos devem criar plataformas multissectoriais para questões de saúde relevantes – OOAS

Cidade da Praia, 09 Jul (Inforpress) – O director-geral da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) apelou hoje aos países africanos a criarem plataformas multissectoriais para questões de saúde relevantes e a alocarem 15 por cento (%) dos orçamentos nacionais para este sector.

Na sua mensagem alusiva a celebração do 32º aniversário da criação da OOAS, assinalado esta terça-feira, 09 de Julho, Stanley Okolo reconheceu que, actualmente, o ambiente sanitário na África Ocidental é misto, mas sublinhou que o continente continua a enfrentar epidemias recorrentes como febre de Lassa, febre-amarela e meningite, muitas mulheres continuam a morrer durante o parto e as crianças não vivem para além dos cinco anos.

“Apelamos a cada país que estabeleça plataformas multissectoriais para questões de saúde relevantes, como o paludismo, e que devem esforçar-se mais pela concretização da Declaração de Abuja, que apela a que 15% de todos os orçamentos nacionais sejam dedicados à saúde”, invocou.

Recordou que o paludismo foi eliminado em várias partes do mundo, mas continua desenfreado na região africana sendo que 11 países são responsáveis por mais de 80% dos casos desta doença, a Índia e 10 países africanos dos quais cinco na África Ocidental.

“A obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e tromboses são actualmente as principais causas de morte da população africana sendo que a questão de medicamentos falsificados é grave, urgente e crítico em alguns países, e o facto de importarmos quase 80% dos medicamentos que necessitamos ilustra a necessidade de darmos prioridade à provisão de medicamentos acessíveis e de grande qualidade em toda a região, de preferência, através da produção regional que contribui para a industrialização e o emprego”, constatou.

Segundo o director-geral, o foco do trabalho da OOAS é ajudar o maior número possível de países a passar do controlo à eliminação do paludismo, aprovar um acordo comum de registo de medicamentos para os 15 estados membros a fim de atrair a produção regional de produtos farmacêuticos e a operacionalização de uma estratégia de capital humano, especialmente no que respeita à liderança e governação na saúde, para maximizar o valor de cada dólar que entra na saúde na região.

Por outro lado, assegurou que a OOAS está engajada também em assegurar o financiamento adequado da saúde, dividendo demográfico e políticas de desenvolvimento populacional nos nossos países.

“Decorreram apenas cinco anos desde o devastador surto de Ébola na região, que apesar dos atrasos iniciais e dos erros cometidos, foi combatido pelos esforços coordenados, concertados e colaborativos de várias partes interessadas, incluindo a OOAS, e a vitória foi finalmente assegurada através de uma mudança de comportamento quando a população local abandonou práticas culturais nocivas, como a lavagem dos cadáveres”, sublinhou.

Stanley Okolo, que elencou uma série de medidas e acções implementadas ao longo desses anos, afirmou que as organizações da sociedade civil, as comunidades locais, os campeões de base e os chefes de distrito continuarão a desempenhar um papel central no planeamento dessas actividades.

O protocolo para a criação da Organização Oeste Africana da Saúde foi assinado a 09 de Julho de 1987 em Abuja, pelos 15 Chefes de Estado e de Governo e tem por objectivo redirecionar a organização para a visão dos fundadores e para o seu mandato de promover a integração regional através da saúde e partilhar com a população da África Ocidental algumas das actividades, planos e desafios.

AV/CP

Inforpress/Fim

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