“Os sindicatos estão desacreditados” – secretária executiva do Sindprof (c/áudio)

Mindelo, 08 Nov (Inforpress) – A secretária executiva do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Vânia Medina, considerou hoje, no Mindelo, que os sindicatos estão “desacreditados” e as pessoas não têm mostrado muita disponibilidade em entrar na liderança sindical.

A dirigente sindical teceu estas considerações, em entrevista à Inforpress, na sequência do fórum, sob o lema “Formar para servir a classe”, realizado em São Vicente, entre quinta-feira e hoje, para debater diversos temas, entre estes a liderança sindical.

As pessoas, segundo a mesma fonte, não estão com “muita disponibilidade” para entrar na liderança sindical e também os próprios sindicatos estão “descreditados”, considerou Vânia Medina, que faz esta leitura mesmo sendo “nova” no ramo da gestão sindical.

“Neste momento estou a ver coisas, que antes não via como professor, também as pessoas dizem que os sindicatos não fazem nada”, reiterou, adiantando que a Sindprof está a tentar mudar a situação.

Para atingir este objectivo, conforme a mesma fonte, têm feito um “trabalho diferente”, como de estar “mais perto dos professores” com visitas às escolas e contactos até na rua.

Por outro lado, ajuntou, também têm tentado mudar a forma de pensar sobre a liderança sindical, uma vez que “as pessoas devem estar disponíveis para levar a causa adiante”.

“Os professores, às vezes, não têm consciência da força que têm, se unissem teriam muita força”, asseverou Vânia Medina, para quem as coisas “ainda podem mudar”.

Relativamente ao fórum em si, a secretária executiva do Sindprof assegurou que os objectivos preconizados foram atingidos e permitiu esclarecer sobre algumas questões como o Código Laboral Cabo-verdiano/Lei da Administração Pública, sendo o tema “faltas, licenças e férias, aquele que mais dúvida suscitou.

“E nós, lideres sindicais, temos que estar preparados para saber esclarecer melhor as coisas, sobretudo no que diz respeito às faltas, porque as pessoas às vezes confundem e fazem uma interpretação sem ver os “senãos”, o que depois cria problemas”, sublinhou.

Por causa disso, a Sindprof, conforme a mesma fonte, cogita fazer este tipo de debate num intervalo menor de tempo, em vez de ser com intervalos de seis meses pensam passar para dois em dois meses.

O Fórum sob o lema “Formar para servir a classe” aconteceu, no Mindelo, até hoje com 14 participantes de São Vicente e de outras ilhas.

LN/CP

Inforpress/fim

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