Ocean Race/São Vicente: Primeiro-ministro manifesta sentido de “alegria e gratidão” na cerimónia de premiação

Mindelo, 24 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro admitiu que foi com um sentimento de “alegria e gratidão” que procedeu à entrega hoje do prémio do primeiro classificado da classe IMOCA, etapa Alicante/São Vicente, por tudo o que a regata significou para o País.

“Organizar este tipo de eventos não é fácil, é muito exigente do ponto de vista logístico, exige alto nível profissional e nós conseguimos, com apoio da organização do Ocean Race, mas também com apoio local e nacional, dos voluntários e dos artistas”, declarou Ulisses Correia e Silva, momentos após a cerimónia de premiação da primeira etapa da regata.

Questionado se o Ocean Race veio para ficar, ou seja, se a regata regressa a Cabo Verde no futuro, o primeiro-ministro referiu que já foi “um grande acontecimento” o País ter recebido a Ocean Race, e que haverá próximas edições.

“Vamos ter tempo para decidir, mas agora temos que saborear aquilo que foi de facto o grande impacto aqui para Mindelo e a notoriedade que a regata traz para Cabo Verde e São Vicente relativamente a desportos náuticos, a capacidade de organização e o proveito que vamos ter que tirar nos próximos tempos”, reforçou o chefe do Governo.

Aliás, o primeiro-ministro deu conta de conversas que manteve com os velejadores e que “acham fantástico” terem feito esta etapa e pisar solo cabo-verdiano.

“Prometem regressar ao País novamente, ou em provas de competição ou a título pessoal com família e amigos para visitar Mindelo, o que significa que esta é uma aposta ganha e que a morabeza funcionou muito bem”, finalizou Ulisses Correia e Silva.

Na tarde de hoje, Ocean Race Park acolheu a cerimónia de premiação, que distinguiu os primeiros classificados nas duas classes:  Team Holcim-PRB, 11th Hour Racing Team e Team Malizia, nos IMOCA, e WindWhisper Racing e Team JAJO, na classe VO65.

Na noite de hoje, prossegue o programa de concertos estando agendadas as actuações de Grace Évora e da banda Ferro e Gaita.

Na tarde desta quarta-feira, 25, os veleiros da classe IMOCA, concebidos especialmente para grandes travessias no oceano, deixam São Vicente para a segunda etapa Mindelo/Cidade do Cabo (África do Sul).

Os veleiros da classe VO65 vão agora disputar apenas as últimas duas regatas: Aarhus (Dinamarca)-Haia (Países Baixos) e Haia-Genóva (Itália).

Com um ano de atraso devido à pandemia da covid-19, a edição 2023 do Ocean Race, disputada de quatro em quatro anos desde 1973, principiou no passado domingo, 15, em Alicante (Espanha), e termina no dia 01 de julho, em Génova (Itália).

Contando com Mindelo, a regata terá sete etapas e 32 mil milhas náuticas (60 mil quilómetros), que atravessam quatro oceanos, quatro continentes e passam por nove cidades.

Na terceira etapa, os velejadores vão fazer uma travessia recorde de 12.750 milhas náuticas (24 mil quilómetros), com a duração de um mês, entre a Cidade do Cabo (África do Sul) e Itajaí (Brasil), através dos mares do Pacífico Sul, e com passagem pelo Cabo da Boa Esperança e Cabo Horn, conhecido como o ‘fim do mundo’.

A prova é disputada pelos veleiros das categorias IMOCA 60 (18,3 metros) e VO65 (20 metros), sendo que os primeiros têm uma tripulação de cinco elementos, em barcos considerados “extremamente bem preparados e bastante rápidos”.

As embarcações da categoria VO65, por seu lado, são todas iguais, estiveram presentes nas duas últimas duas edições da prova, e têm sete tripulantes cada.

AA/CP

Inforpress/Fim

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