Ocean Race/São Vicente: Paleta de artistas cabo-verdianos fazem honras da casa aos velejadores

Mindelo, 21 de Janeiro (Inforpress) – A cantora cabo-verdiana Ceuzany Pires é a primeira artista do naipe, escolhido pela organização da Ocean Race Cabo Verde, que vai actuar no parque montado no Porto Grande, São Vicente, para receber a regata na cidade do Mindelo.

Conforme informações actualizadas pela organização, a regata Ocean Race já está nas águas atlânticas, e prevê-se a chegada do primeiro barco a partir das 23:00 desta sexta-feira, 20 de janeiro de 2023.

Mas, a actuação de Ceuzany Pires principia bem mais cedo, a partir das 19:30 e com duração de uma hora, para depois dar a vez ao grupo Os Tubarões, cujo início do show está previsto para arrancar às 21:00.

No dia seguinte, sábado, os shows continuam com Dieg e Nelson Freitas, para no domingo subirem ao palco Djony do Cavaco, para uma roda de samba, Jenifer Solidade, Anísio Rodrigues e Constantino Cardoso.

Na segunda-feira terá show com Batchart e Mark Delman e ainda Elida Almeida, no dia seguinte será a vez de Graçe Évora e Ferro Gaita e na quarta-Feira, dia em que se prevê a saída da regata de São Vicente, canta Ilo Ferreira.

Para a passagem da Regata Ocean Race em São Vicente, estão previstos, no total, 12 espetáculos e sete performances, além de outras actividades como conferências, feira de artesanato, exposições.

Haverá outras actividades como o Programa de Aprendizagem para crianças de seis aos 12 anos que, segundo a organização, terá recursos educacionais que darão suporte aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, cujo propósito é “transformar o nosso mundo” até 2030.

Também fazem parte “Programa de Sustentabilidade”, que terá workshop de reciclagem e transformação do lixo e venda de copos reutilizáveis, cujo obectivo é promover medidas que protejam os oceanos, e ainda o “Programa de Voluntariado” com cerca de 100 voluntários que estarão presentes durante todos os dias do evento e vão colaborar em todos os outros programas de Sustentabilidade e Aprendizagem, mas também vão prestar informação, apoio à mobilidade, participar nos workshops de educação, distribuição e lavagem de copos para reutilização.

Com um ano de atraso devido à pandemia da covid-19, a edição 2023 do Ocean Race, disputada de quatro em quatro anos desde 1973, iniciou no passado domingo, 15, em Alicante (Espanha), e termina no dia 01 de Julho, em Génova (Itália).

Contando com Mindelo, onde se aguarda a chegada do primeiro veleiro às 22:00 de sexta-feira, 20, a regata terá sete etapas e 32 mil milhas náuticas (60 mil quilómetros), que atravessam quatro oceanos, quatro continentes e passam por nove cidades.

Na terceira etapa, os velejadores vão fazer uma travessia recorde de 12.750 milhas náuticas (24 mil quilómetros), com a duração de um mês, entre a Cidade do Cabo (África do Sul) e Itajaí (Brasil), através dos mares do Pacífico Sul, e com passagem pelo Cabo da Boa Esperança e Cabo Horn, conhecido como o ‘fim do mundo’.

A prova é disputada pelos veleiros das categorias IMOCA 60 (18,3 metros) e VO65 (20 metros), sendo que os primeiros têm uma tripulação de cinco elementos, em barcos considerados “extremamente bem preparados e bastante rápidos”.

As embarcações da categoria VO65, por seu lado, são todas iguais, estiveram presentes nas duas últimas edições da prova, e têm sete tripulantes cada.

Segundo apurou a Inforpress, o percurso mais longo será feito apenas pelos super veleiros IMOCA 60, concebidos especialmente para grandes travessias no oceano, e os veleiros da classe VO65 vão fazer apenas a primeira etapa Alicante-Mindelo e as duas últimas regatas: Aarhus-Haia e Haia-Genóva.

Todos os barcos que participam nesta volta ao mundo levam equipamento para recolher dados para investigação sobre o estado dos oceanos.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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