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Movimento civil quer diminuir número de animais nas ruas através da criação de uma Aliança Nacional

Cidade da Praia, 02 Out (Inforpress) – O Movimento Civil Comunidade Responsável (MCCR) quer diminuir o número da população canina e felina nas ruas com “acções humanas”, criando uma aliança nacional para implementação de políticas eficazes e a gestão ética dos animais em Cabo Verde.

Esta informação foi avançada pela responsável do MCCR, Maria Zsuzsanna Fortes, em declarações à imprensa, à margem do Fórum para criação da Aliança Nacional da Gestão Ética da População Canina, realizado na cidade da Praia.

A questão dos animais nas ruas, conforme a mesma fonte constitui “um grande problema” em Cabo Verde, porque há um número excessivo de animais na via pública.

E para resolver esse problema, lamentou, as autarquias têm adoptado diferentes técnicas de abate dos animais, lembrando que a Organização Mundial para a Saúde dos Animais proíbe essas acções.

Daí que o MCCR, segundo disse, com o intuito de ajudar na resolução do problema de circulação de animais nas ruas decidiu, através das normas da Aliança Internacional, em parceria com associações e as comunidades criar uma aliança nacional para gestão ética dos animais em Cabo Verde.

A criação da referida aliança, prosseguiu, visa trazer as normas internacionais e conhecimento da aliança internacional para a gestão humana canina em Cabo Verde,

“O objectivo é de diminuirmos o número de animais nas ruas com rosto humano, que se aja de forma humana, o que implica, portanto, a nível dos municípios a esterilização massiva e contínua dos animais, um sistema de registo dos animais e a educação da população sobre o trato e a saúde dos animais”, adiantou, realçando que a problemática da circulação dos animais nas ruas só será resolvida se houver um forte envolvimento de todos.

A criação dessa aliança, no seu entender, trará muitas vantagens isto porque sustentou, os municípios vão poder partilhar recursos e conhecimentos, adiantando que no âmbito dessa parceria prevê-se a realização uma série de acções e que as medidas a serem implementadas nos municípios irão depender das condições dos próprios concelhos e dos animais.

Fez saber, por outro lado, que foi feito um diagnóstico em sete municípios e que não há até este momento registo de casos de doenças transmitidas de animais para pessoas e de pessoas para animais.

Por seu turno, a directora clínica da Casa dos Animais da Câmara Municipal de Lisboa Marta Videira mostrou-se optimista, que a experiência de Portugal na gestão ética dos animais irá servir para ajudar Cabo Verde a encontrar soluções para este fenómeno, não obstantes as diferenças entre os dois países.

“Há muitas diferenças, não só no próprio animal que está na rua de forma mais visível em Cabo Verde, que não há duvida que é o cão, no nosso caso é essencialmente o gato, mas no fundo temos [Portugal] a classe de animais de companhia presentes em ambiente urbano que tem que ser cuidados” disse, lembrando, contudo, que um animal tratado e esterilizado não apresenta perigo para a saúde pública.

Para esta responsável, para que esta situação seja resolvida terão que ser desenvolvidas e definidas diferentes acções, apontando, neste contexto que é preciso se actuar na origem do problema e na sensibilização da população.

O MCCR tem sido uma voz activa e interventiva para o bem-estar animal e contra os maus tratos, nomeadamente o abate com métodos cruéis e que, nos últimos meses conduziram a duras críticas por parte de associações e organizações mundiais de defesa dos direitos dos animais.

O MCCR, enquanto movimento da sociedade civil, tem levado a cabo, com recursos próprios, um conjunto de acções para apoiar na gestão ética e sustentável da população canina, nomeadamente a promoção das castrações, adopção particular e comunitária, auxílio a animais acidentados, desparasitações, e entre outros.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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