Morreu o ex-Presidente egípcio Hosni Mubarak

Cairo, 25 Fev (Inforpress) – O ex-Presidente egípcio Hosni Mubarak, afastado do poder em 2011 no âmbito da chamada Primavera árabe, morreu hoje, aos 91 anos, noticiou a televisão estatal.

Mubarak morreu no hospital militar Galaa, no Cairo, onde estava internado há um mês nos cuidados intensivos na sequência de uma operação.

Hosni Mubarak esteve 30 anos no poder, até à revolta popular de 2011, foi forçado a demitir-se ao fim de 18 dias de protestos em massa nas ruas de várias cidades do Egito.

Esteve cerca de seis anos detido, acusado em processos relacionados com as ordens dadas às forças de segurança para matar manifestantes durante a revolta e outros relacionados com apropriação indevida de fundos públicos, sendo libertado em 2017 e absolvido da maioria das acusações.

Desde então vivia afastado da vida pública, no Cairo.

Fonte familiar citada pela agência France-Presse disse que o funeral vai ser organizado pela presidência egípcia.

Nascido em 1928 numa pequena aldeia do Delta do Nilo, em 1928, Mubarak formou-se aos 21 anos na Academia Militar Egípcia.

No mesmo ano transferiu-se para a Força Aérea, onde chegou a chefe do Estado-maior da Força Aérea durante a Guerra do Yom Kippur, de 1973.

Em 1974, foi promovido a marechal. Um ano depois, seria escolhido para a vice-presidência do país.

Assumiu a presidência do Egito em 1981, depois do assassínio de AnWar al-Sadat, morto por radicais islâmicos.

Dirigiu o país com mão-de-ferro e era, para os Estados Unidos e outros aliados ocidentais, a imagem da estabilidade na região, do combate ao extremismo islâmico e da paz com Israel.

Enquanto esteve no poder, recebeu milhões de milhões em ajuda militar, enquanto a maioria da população enfrentava a pobreza e o desemprego e a corrupção dominava muitos setores do país.

O descontentamento popular materializou-se em 2011, quando milhares de jovens, inspirados pela revolta popular na vizinha Tunísia, iniciaram manifestações maciças que acabaram por levar os militares a forçar Mubarak a renunciar.

Inforpress/Lusa

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