Ministro português quer Língua Portuguesa como “instrumento de entendimento e partilha” entre os povos

Cidade da Praia, 07 Mai (Inforpress) – O ministro da Educação português, Tiago Rodrigues, defendeu hoje, na Cidade da Praia, um trabalho no sentido de fazer com que a Língua Portuguesa seja um “instrumento de entendimento e partilha” entre todos os povos que a falam.

Tiago Brandão Rodrigues, que está em Cabo Verde para, de entre outras acções, participar no primeiro encontro anual das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE), manifestou este desejo à Inforpress durante uma visita que efectuou na manhã desta terça-feira à Escola Portuguesa de Cabo Verde, sediada na capital do país.

Questionado sobre os desafios da Língua Portuguesa para o futuro, o governante respondeu que estes passam por um trabalho de fazer com que a mesma seja um instrumento, “obviamente, num mundo educativo”, mas também nos negócios, assim como de entendimento e de partilha entre todos os povos que falam português.

“É obviamente que a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura aqui em Cabo Verde podem ser absolutamente instrumentais na promoção da Língua Portuguesa”, completou a mesma fonte, reforçando que os dois programas supracitados são instrumentos que ajudam no combate ao insucesso escolar e retenções, assim como na promoção do sucesso escolar.

Mudando o assunto e falando do primeiro encontro anual das Escolas Portuguesas no Estrangeiro, Tiago Brandão Rodrigues disse ser “muito importante” poder estar na Escola Portuguesa de Cabo Verde, para, juntamente com a direcção ver o “fantástico trabalho” que tem sido feito ao longo destes últimos três anos lectivos, com a “multiplicação exponencial” do número de alunos.

“Começamos com o pré-escolar e os dois primeiros anos do primeiro ciclo do ensino básico. Temos agora todo o primeiro ciclo a funcionar e a escola continua na sua expansão, tanto física, como em número de alunos e em novas valências, não só na educação formal dos nossos alunos, mas também com muitos projectos que suplementam e que são muito importantes nesta partilha e cooperação com Cabo Verde”, acrescentou.

A mesma fonte cita ainda a formação de professores e, por outro lado, a formação e qualificação de adultos, um trabalho que, do seu ponto de vista, faz da Escola Portuguesa de Cabo Verde num activo “importante” para a cooperação, educação, cultura de Portugal, mas também um activo “muito importante” para Cabo Verde.

GSF/ZS

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