Ministro da Administração manifesta desejo de ver instalado ainda neste ano a Direcção de Investigação Criminal na PN

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – O ministro da Administração Interna manifestou hoje, na Cidade da Praia, o desejo de ver instalado e em pleno funcionamento, ainda no decorrer do presente ano, a Direcção de Investigação Criminal na Polícia Nacional na Polícia Nacional (PN).

Paulo Rocha discursava no acto de encerramento da Formação em Metodologias Básicas de Investigação Criminal e Técnicas de Entrevistas, realizada na Polícia Nacional, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Governo dos Estados Unidos de América.

O governante iniciou a sua intervenção defendendo que os órgãos da polícia criminal e os titulares da acção penal têm, em função da sofisticação do modo de actuação criminal, cada vez maior necessidade de planear e de desenvolver investigações de forma mais metódica, de dominar técnicas modernas e consolidar conhecimentos essenciais par a condução de investigações e descoberta da autoria de crimes.

“Acções como a que teve lugar deve ajudar a que se compreenda a importância de desenvolver uma capacidade de actuação dinâmica que se adapta ao próprio processo investigativo que a natureza do processo investigativo impõe e a capacidade de reagir face aos inevitáveis obstáculos que são criados pelo agente que se tenta eximir das responsabilidades pelo seu acto”, completou.

Segundo afirmou o ministro da Administração Interna, a atenção a que se dedicou a técnicas de investigação na supracitada formação, de entrevista, por exemplo, vai ao encontro da importância que a prova testemunhal pode ainda ter em determinados quadros, nomeadamente para a corroboração de teses de investigação que se estejam a desenvolver.

No mesmo sentido, também a título de exemplo, Paulo Rocha cita “a especial relevância” dedicada ao domínio das técnicas de preparação para a apresentação dos factos em sede de julgamento.

“Todos nós temos a consciência desta importância, particularmente em relação aos julgamentos”, frisou.

Prosseguindo, o governante acrescentou que o estudo e a prática da metodologia de investigação criminal estão identificados como sendo os mais essenciais e elementos que devem integram o acervo do conhecimento dos investigadores, particularmente da Polícia Nacional.

Por isso, argumentou que a presente acção formativa se enquadra no processo mais amplo de operacionalização da instalação da Direcção de Investigação Criminal na PN.

“Um departamento orgânico, responsável pela direcção e coordenação de toda e qualquer estratégia de investigação levada a cabo nesta polícia e que está em processo de instalação (…) que se enquadra no reforço da capacidade a nível nacional, nomeadamente nos núcleos de investigação criminal, junto aos comandos regionais em todas as ilhas”, explicou.

A mesma fonte fez saber ainda que as autoridades nacionais estão “absolutamente convencidos” de que a PN está em condições de dar mais este salto em matéria de solução da investigação criminal, assim como também de desenvolver outras capacidades em matéria da polícia técnica, nomeadamente no que a dactiloscopia diz respeito.

Paulo Rocha advogou igualmente que é “imperioso” que a investigação criminal traduza uma visão mais abrangente da problemática da violência e da segurança em Cabo Verde e que reflicta a política pública da segurança interna, baseada neste particular, em maior tecnicidade, assim como na especialização e numa mais efectiva capacidade de perseguição criminal.

O governante deu conta que já aconteceu uma “assistência técnica especializada”, com vista ao levantamento de todas as demais necessidades para que, o quanto antes, se possa ver em pleno funcionamento a Direcção de Investigação Criminal na Polícia Nacional.

“Este é um processo em que nós estamos absolutamente empenhados e que estará a se concretizar ainda este ano”, finalizou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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