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Ministra diz que projecto de inclusão social vai fortalecer a capacidade das famílias de cuidar dos seus membros

Cidade da Praia, 06 Jun (Inforpress) – A ministra da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, considerou hoje que o projecto de inclusão social vai permitir as famílias cabo-verdianas fortalecerem as suas capacidades de cuidar dos seus membros familiares independentemente da estrutura que está tem.

A constatação foi feita durante a cerimónia de apresentação pública do projecto de inclusão social – horizonte 2019/2022, financiado pelo Banco Mundial em 10 milhões de dólares (cerca de um milhão de contos), tendo realçado a importância deste projecto uma vez que a mesma dispõe de componentes que colocam as famílias cabo-verdianas no centro das atenções.

Segundo a governante, o objectivo é que as famílias cabo-verdianos tenham um mínimo de condições para poderem viver com dignidade e que lhes permita aproveitar as oportunidades de desenvolvimento do país.

“O projecto vai fortalecer a capacidade das famílias de cuidar dos seus membros, ou seja, fortalecer a verdadeira função da família, independentemente da forma ou da estrutura, reforço institucional apoiando o Governo na política de municipalização e de centralização”, observou Maritza Rosabal, anotando que além de fazer transferência directa de renda monetária, o projecto vai promover também a inclusão produtiva dessas famílias.

Por outro lado, assegurou que o processo vai ser transparente sendo que as famílias vão ser seleccionadas através do cadastro social, beneficiando, realmente, aqueles que necessitam e não deixar ninguém para trás.

Por seu turno, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, agradeceu ao Banco Mundial que disponibilizou a verba para este projecto, e assegurou que o Governo está a trabalhar para um projecto de inclusão social através da formação profissional, emprego e criar novas oportunidades para as crianças por forma a reduzir e eliminar a pobreza existente no país.

Segundo o governante, o projecto vai incluir as famílias mais pobres, mas, sobretudo, as crianças que vivem hoje em condições difíceis dentro do quadro familiar.

“Ao Estado cabe preparar os jovens e as crianças com educação do pré-escolar, básico, secundário e universitário de qualidade e de excelência para termos jovens no mundo e do mundo, criar oportunidades para que os jovens possam ter acesso ao emprego bem remunerado e bem qualificado”, assegurou o ministro.

Olavo Correia reafirmou que cada cabo-verdiano terá de esforçar-se uma vez que o Governo não tem nada para dar a ninguém sendo que aqueles que por uma razão ou outra estiverem excluídos o Estado tem mecanismos para garantir que ninguém fique de fora e vivam em dignidade.

Por outro lado, a directora de operações do Banco Mundial para Cabo Verde, Louise Cord, que mostrou-se impressionada com este projecto, afirmou que este apoio será “fundamental” para a capacitação das famílias e irá permitir também que as mulheres entrem em força no mercado de trabalho.

“Em Fevereiro assinamos o acordo de financiamento deste projecto de inclusão social. Três meses depois estou muito satisfeito por estar aqui a assistir ao lançamento deste projecto, que se tornou uma realidade e os 10 milhões de dólares vai ajudar a melhorar a vida de 30 mil indivíduos”, considerou.

O projecto vai beneficiar 4.000 famílias extremamente pobres que participarão de transferência de renda em todos os 22 municípios do país e as crianças desfavorecidas terão melhor acesso aos serviços de cuidados e pré-escolar.

AV/CP

Inforpress/Fim

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