Maio: Vendedeiras do mercado municipal “indignadas” com empresa Cabo Verde Interilhas

Porto Inglês, 06 Nov (Inforpress) – As vendedeiras do mercado municipal do Maio dizem-se “indignadas” com a empresa marítima Cabo Verde Inter-ilhas (CV Interilhas), que “sucessivamente” lhes tem “deixado as mercadorias no porto da Praia, mesmo com ordem de embarque” pago antecipadamente.

Com efeito, um grupo de vendedeiras de hortaliças, legumes e frutas do mercado municipal do Maio procurou a Inforpress para manifestar “indignação” perante aquilo que consideram uma “falta de respeito” por parte daquela empresa para com a classe.

Apesar de estar a fazer de tudo para cumprir com as novas regras impostas para o transporte de cargas e mercadorias, segundo a mesma fonte, mesmo assim a empresa CV Interilhas tem vindo a deixar as suas mercadorias no porto da Praia.

Segundo a vendedeira Rosa Paula, apesar de estarem a pagar mais caro para que as suas mercadorias cheguem à ilha, mesmo assim os trabalhadores da empresa CV Interilhas têm preterido deixar as suas mercadorias em cima do cais da Praia, alegando falta de estivador para colocar as grades que contém as verduras e frutas, pelo que estas mercadorias vão ficar retidas no armazém da empresa até sexta-feira.

“Na sexta-feira, as nossas verduras vão chegar tudo estragadas, aliás neste últimos meses temos vindo a ter muitos prejuízos, no meu caso há dias as minhas verduras chegaram tudo estragado, tive que colocar no carro e depois despejar no contentor de lixo, sem contar com algumas vezes em que as minhas compras foram parar ao mar e ninguém da empresa assume esta responsabilidade”, salientou.

Rosa Paula apela a quem de direito para resolver este problema que está a afectar não só as vendedeiras, como toda ilha, porque não tendo mercadoria fresca no mercado os clientes não têm como encontrar este produto em outro lugar, principalmente os turistas que diariamente deslocam-se àquele sítio à procura de produtos fresco.

“Se antes tínhamos dor de barriga, por causa do barco para trazer as nossas mercadorias, hoje temos dor de cabeça, dor no corpo, febre e gripe, por causa desta empresa, e nem conhecemos este senhor responsável da CV Interilhas”, ironizou, lembrando que já investiu todo o seu dinheiro na compra de mercadorias e ordem de embarque.

“Estou sem nenhum tostão no bolso, porque tudo que eu tinha enviei para Praia para que minha verdura viesse hoje, e muitas pessoas já vieram procurar por verdura, mas estamos vazio”, pontuou.

Em vez disso, continuou, enviarem outras mercadorias que “não se estragam mesmo daqui a um ano”, pelo que a vendedeira deseja que a situação seja revista, porque há “responsabilidades assumidas”, e é desse negócio que dizem viver.

Por seu lado, a vendedeira Celina Pereira comunga da mesma opinião, afirmando que semanalmente estão a ter prejuízo, porque fazem as suas compras e pagam ordem de embarque para que as suas mercadorias cheguem no dia seguinte, conforme o horário, mas só que a empresa tem deixado as suas verduras no armazém e trazem quando lhes convier não se responsabilizando por isso.

“Enquanto isso, somos nós que estamos a ficar prejudicados”, salientou, lembrando que estão a pagar mais caro e ter um serviço de “má qualidade”, o que “afecta o turismo” na ilha, porque não se consegue oferecer produtos frescos àqueles que diariamente deslocam-se ao mercado municipal à procura de fruta, legumes e hortaliças.

WN/AA

Inforpress/Fim

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