Maio: Câmara Municipal pretende implementar sistema de gestão de resíduos sólidos na ilha

Porto Inglês, 08 Set (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Maio, Miguel Rosa, anunciou quarta-feira, que a autarquia pretende implementar, nos próximos tempos, um centro de tratamento de resíduos sólidos com introdução de recolha selectiva de lixo.

Segundo Miguel Rosa, a autarquia está a concluir o plano de gestão de resíduos sólidos, com vista a dotar a ilha de um sector de recolha e tratamento de resíduos sólidos, plenamente infra-estruturado, para um tratamento correcto e valorização de todos os fluxos dos materiais descartáveis.

Miguel Rosa, afiançou que este projecto visa contribuir para a melhoria da salubridade, contribuindo para a melhoria da saúde pública, numa ilha que ostenta o título de reserva mundial da Biosfera da Unesco.

No entanto, reconheceu que a edilidade ainda vem deparando com o problema da colocação “descontrolada” dos lixos num espaço sem as mínimas condições, salientando, por outro lado, que a autarquia vem deparando com défice de quadros formados nesta área, bem como de uma verdadeira estrutura de gestão de resíduos sólidos.

Todavia, disse estar a contar com a colaboração dos parceiros de desenvolvimento da ilha para atingir o objectivo de dotar a ilha de “um verdadeiro sistema de recolha diferenciada de resíduos” e informou que a ilha ganhou, recentemente, um camião de lixo oferecido pelo Fundo do Ambiente, bem como 40 contentores novos para reforçar este sector.

O sector da água, também de acordo com o edil maiense, tem vindo a receber uma atenção especial da câmara municipal com a criação da empresa Águas e Energias do Maio, que nos próximos tempos almeja investir ainda mais neste sector com a construção de três reservatórios com capacidade de armazenamento de sessenta toneladas, na vila da Calheta, na localidade de Morrinho e na Cidade do Porto Inglês.

A habitação social consta, também, como uma das prioridades da equipa camarária e, neste particular, Miguel Rosa fez saber que, através do programa PRAA, já foi possível ajudar dezenas de famílias a repararem os tectos das suas casas, que vinham a colocar em perigo as suas vidas.

“Apoiamos também na pintura das fachadas das casas, por forma a termos uma ilha cada vez mais colorida”, enfatizou, acrescentando que neste momento a edilidade está a investir mais de quarenta mil contos na construção de casas de banho, contemplando cerca de 150 famílias.

“Mas o foco de uma nova era do nosso Djarmai exige que tínhamos o plano municipal de habitação social, processo que está em curso no âmbito do programa Maio 20/25”, ressalvou.

O turismo também foi mencionado como um dos sectores-chave para o desenvolvimento da ilha e, a este prepósito, Miguel Rosa lembrou que já começou a receber o eixo do turismo interno, algo que na sua perspectiva vai conhecer mais dinâmica a partir do momento em que foram inauguradas as obras do porto.

WN/HF

Inforpress/Fim

 

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