Livro “Sonhos e Desvarios” convida as pessoas a fazerem uma viagem pelos sonhos da autora – Apresentadora

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – A apresentadora da obra “Sonhos e Desvarios” , de Fátima Bettencourt , considerou hoje o livro de “muito interessante” porque convida as pessoas a fazerem uma viagem pelos sonhos da autora e ainda traz questões pertinentes para reflexão.

Zaida Sanches fez esta consideração à imprensa, minutos antes do acto de relançamento deste livro, que aconteceu hoje, na cidade da Praia, no âmbito da III edição da Morabeza – Festa do Livro, promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) e que decorre de 25 de Outubro a 03 de Novembro.

A apresentadora recomenda as pessoas a lerem o livro porque, a seu ver, será “um bom momento de viajar pelo mundo imaginário da autora”, sublinhando que, apesar de ser um livro de contos, é muito vincado no quotidiano e na realidade cabo-verdiano.

“Interessante é que são vivências e sonhos que ela mesma sonhou e que depois ela faz um trabalho de adequação à ficção e vai abordando diferentes temas, como o trabalho infantil, por partes fala da violência doméstica, do género, da imigração e emigração, dos caçubody e diferentes situações e peripécias que são vividas”, disse, enfatizando que a escritora já habitou as pessoas com uma boa escrita.

A primeira-dama, Lígia Fonseca, que foi convidada a fazer uma apreciação da obra, afirmou que quem conhece a voz da Fátima Bettencourt ao ler este livro fica com a impressão de estar a ouvi-la e essa sua voz, destacando que isto torna a leitura “mais agradável”.

Neste livro, sublinhou, a autora toca vários aspectos sérios do quotidiano, mas de uma forma mais “suave”.

“Estas histórias curtas que a escritora nos traz é uma boa forma de incentivar as pessoas para a leitura porque os assuntos são actuais. A forma como ela escreve é muito simples, deliciosa, e facilmente conseguimos que uma pessoa qualquer pegue no livro e não o largue até a última história”, sublinhou.

“Sonhos & Desvarios” é o oitavo livro da fundadora da Academia Cabo-verdiana de Letras, mas é o terceiro volume de contos que dá à estampa, uma vez que, segundo disse a autora, lhe dá mais prazer escrever textos curtos, como crónicas e contos.

Este livro de 15 contos, apesar de esses derivarem dos sonhos que ela teve e transformou-os em ficção foca em várias temáticas com componente cabo-verdiana, desde a delinquência juvenil, problemas da terceira idade, homofobia, entre outros.

Cada conto, afirmou, tem um sub-tema que é uma forma de alertar para algum problema social, por exemplo a delinquência, as drogas, o trabalho infantil e ainda tem um conto que liga uma ceita religiosa ao terrorismo.

A capa do livro foi ilustrada pelo artista plástico Tchalê Figueira.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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