JPAI saúda criação do Conselho Consultivo da Juventude, mas lamenta a sua “criação tardia” (c/áudio)

Cidade da Praia, 14 Fev (Inforpress) – O presidente da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI) saudou hoje a criação do Conselho Consultivo da Juventude, mas lamenta o facto de esta ser criada, praticamente, no final do mandato do Governo do MpD.

Fidel de Pina fez esta apreciação hoje em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para manifestar o posicionamento da JPAI em relação ao empossamento dos 20 membros do Conselho Consultivo da Juventude.

O líder da juventude começou por lamentar o facto de a pasta da juventude estar ainda “diluída e camuflada” na orgânica do Governo.

No seu entender, uma vez que Cabo Verde é um país constituído maioritariamente por jovens, cerca de 66,4 por cento (%), e a juventude é a “franja” da sociedade cabo-verdiana com maiores problemas, deveria existir, na actual orgânica do Governo, uma entidade para tutelar este sector.

Na ausência desta entidade, Fidel de Pina saúda a medida do executivo em criar este conselho, que funcionará como uma plataforma de comunicação entre os jovens junto do primeiro-ministro, e deseja a esses jovens “sucesso” e um “trabalho profícuo em prol a juventude cabo-verdiana”.

Por outro lado, a JPAI estranha e lamenta que só agora, caminhando para final do mandato do Governo do MpD e com o aproximar das eleições, é que Ulisses Correia e Silva lembrou de “ouvir e comunicar” com a juventude.

“É uma medida que surge de forma extemporânea, estamos praticamente a um ano das eleições legislativas e, portanto, será muito difícil que num espaço curto de tempo este conselho consiga funcionar, trabalhar e produzir resultados no imediato”, notou.

Tendo em conta o papel deste conselho, defendeu que o Governo deveria ter “feito de tudo” para uma “maior representatividade” no conselho, isto é, não excluindo as juventudes organizadas, designadamente as juventudes partidárias.

A seu ver, todas as juventudes partidárias deveriam ter assento por inerência a este órgão consultivo, assim como os responsáveis juvenis das diferentes confissões religiosas do país e os jovens estrangeiros que residem legalmente no país.

Fidel de Pina defendeu que com um Conselho Consultivo da Juventude “mais amplo” estariam assegurados o “confronto de ideias” das diversas correntes de opinião, máxime as políticas partidárias, religiosas e da sociedade civil em geral, possibilitado assim que jovens de diferentes áreas possam participar, reflectir e contribuir com opiniões e visões para a construção e desenvolvimento do país.

MF/AM//CP

Inforpress/Fim

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