IV edição do Prémio Nacional de Publicidade regista aumento de trabalhos inscritos – organização

Cidade da Praia, 17 Mar (Inforpress) – A organização da quarta edição do Prémio Nacional de Publicidade registou um aumento de número de trabalhos inscritos, contudo o júri entendeu que é preciso “primar pela qualidade e mais criatividade” nos trabalhos submetidos.

Em conferência de imprensa para um balanço da mostra de trabalhos submetidos a concurso do Prémio Nacional de Publicidade (PNP), a administradora da EME-Marketing & Eventos, Maria Martins, disse que nesta edição houve uma “maior competitividade”.

“Tivemos 41 trabalhos inscritos, isto significa um aumento de 71% dos trabalhos inscritos através dos meios alternativos de comunicação como Branding, Branding Activation, rádio, Internet, print, campanha integrada, televisão e universitários”, avançou.

Conforme referiu, em todas as categorias do prémio houve “um crescimento”, que demonstra a “dinâmica do sector” e uma “maior competitividade”, e todos os trabalhos submetidos ao concurso, até o dia 31 de Janeiro, foram avaliados também pelo público.

Sobre a inovação, destacou, a criação de uma plataforma através da qual os trabalhos foram inscritos e que permitiu ainda ao júri ter acesso aos trabalhos e a fazer a avaliação.

O presidente do júri, Aristides Lopes da Silva, ressaltou o aumento da quantidade dos trabalhos recebidos, mas, por outro lado, a nível da qualidade dos mesmos, disse que é preciso “primar mais”.

“Há uma percentagem que precisa ainda ser elevado a nível nacional em termos da criatividade, em termos da produção, em termos de produto final que devem ser submetidos. Não é meramente ter o trabalho que é submetido, mas sim temos de primar um pouco mais pela qualidade”, disse, relembrando que o objectivo do prémio é validar e reconhecer a qualidade e a criatividade nacional.

Apesar de parabenizar a organização pela introdução da plataforma onde os trabalhos foram submetidos, alertou para o melhoramento do mesmo, uma vez que, segundo disse, registaram alguns problemas logísticos em processamento de dados.

Quantitativamente, informou, foram submetidos um trabalho na categoria de Branding, nove no Branding Activation, nove na categoria de rádio, quatro para Internet, um na categoria de print, quatro em campanha integrada, dez para a categoria de televisão e três na categoria de televisão para os universitários.

Fazendo uma avaliação da qualidade dos trabalhos submetidos a nível da televisão, a realizadora e produtora Samira Vera Cruz mostrou-se “contente” com o que foi apresentado, mas salientou que ainda “há passos a dar”.

Conforme disse, os trabalhos apresentados seguem o formato europeu e brasileiro, mas há que pensar “um pouco mais na realidade cabo-verdiana” e em produtos que se adequam ao público cabo-verdiano.

“Houve alguns trabalhos que foram apresentados que vão muito nesse sentido do público-alvo, mas que depois pecam pela qualidade técnica e houve muitos trabalhos que vão muito pela qualidade técnica e depois pecam no sentido de quem é o nosso público-alvo”, apontou.

Em relação aos trabalhos apresentados pelos estudantes, disse que há “cosias boas” e coisas que devem ser melhoradas e que estes devem apostar mais em questões sociais.

Tendo em conta a conjuntura actual e como medida de precaução com relação à saúde pública, face ao Covid-19, a gala para premiação dos melhores de 2019, que estava marcada para esta sexta-feira, 20, foi adiada.

Compõem o corpo de jurados da quarta edição do PNP, Aristides Lopes, Maria Luísa de Sousa Lobo, Samira Vera-Cruz, Tutu Sousa e um(a) representante do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Organizado pela EME-Marketing & Eventos, em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, o PNP tem como objectivo reconhecer os trabalhos publicitários criados, produzidos e comprovadamente divulgados em Cabo Verde.

AM/AA

Inforpress/Fim

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