IPC identifica mais de mil bens patrimoniais imóveis a nível nacional (c/video)

Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural (IPC) já identificou mais de mil bens patrimoniais imóveis a nível nacional, no âmbito do Inventário do Património Cultural Imóvel, avançou hoje à Inforpress o director de Monumentos e Sítios, Jaylson Monteiro.

Iniciado em 2018, o Inventário do Património Cultural Imóvel é um projecto que visa fazer o levantamento, registo e estudo de tudo aquilo que é bem imóvel a nível nacional, ou seja, visa dar uma noção quantitativa e qualitativa dos bens patrimoniais em Cabo Verde.

Neste momento, segundo Jaylson Monteiro, estão na fase final do projecto, faltando apenas os registos e levantamentos nas Ilhas de São Vicente, Santo Antão e Brava.

A ideia é concluir este processo até Março para que possam dar a conhecer ao público os resultados no dia 18 de Abril, dia em que se assinala o Dia internacional dos Monumentos e Sítios, sublinhou.

Segundo Jaylson Monteiro, antes do inventário o IPC tinha conhecimento da existência de 200 a 300 bens e desses bens apenas tinham informações históricas e arquitectónicas de 250 bens, entretanto esses dados não estavam condensados numa estrutura ou numa base de dados.

Desse trabalho, sublinhou, foi possível perceber que existe uma “enorme quantidade” de bens no arquipélago.

“Neste momento, com o andar do projecto a nível nacional já fizemos recolha e levantamento de mil e tal bens e desses cerca de 800 é que temos informações históricas e algumas recolhas de informação. No global, temos estruturas patrimoniais edificados com elevado valor histórico e patrimonial”, avançou.

O maior ganho deste inventário, afirmou, é que a partir de agora o IPC, os investigadores, os estudantes e os professores vão ter disponível uma base de dados com todas às informações sobre os bens patrimoniais que poderão auxilia-los nos seus trabalhos.

Conforme precisou, o IPC terá disponível uma plataforma onde poderá usar essas informações com vista a criar um roteiro, a criar actividades à volta do património, a incentivar as pessoas ao conhecimento, precisamente os moradores que têm um bem ao seu lado, mas que não têm noção do valor patrimonial desses bens.

Jaylson Monteiro informou que todos os bens estão georreferenciados e a partir dessa base de dados as pessoas poderão ter acesso à informação histórica, descrição arquitectónica, fotografia, vídeos, e toda a documentação ligada a um determinado bem.

O levantamento está a ser feito pelos técnicos do Instituto do Património Cultural, com apoio das câmaras municipais e dos proprietários dos bens de propriedade privada e algumas instituições locais.

 

AM/CP
Inforpress/Fim

Scroll to Top
Share via
Copy link
Powered by Social Snap