Instituições de Micro-Finanças confiantes na robustez do sector nos próximos cinco anos (c/video)

Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – As empresas que operam no sistema de micro-finanças estão confiantes que, para os próximos cinco anos, com os investimentos e condições que estão sendo criadas, a sector poderá atingir maior robustez, aumentando a qualidade do serviço.

Esta confiança foi manifestada à Inforpress por alguns empresários de Instituições de Micro-Finanças (IMF) que participam do fórum direccionado ao sector, no âmbito da VII Semana Nacional das Microfinanças, que decorre desde segunda-feira, na Cidade da Praia.

Conforme o presidente da SoldiFogo Cooperativa, Manuel Alves, a legislação em si “abre condições e cria um certo suporte”, em termos de credibilidade, para se obter financiamento junto dos bancos, organizações internacionais e outros parceiros.

No seu entender, há também todo um apoio mais formalizado do Governo e dessas organizações, no sentido das instituições se profissionalizarem mais, visto que, segundo disse, “há muito trabalho a fazer”, como a inclusão financeira, a questão do serviço prestado de poupança, crédito e transferência de dinheiro.

“Tudo isso com a certificação, estaremos em melhores condições quer em termos de crescimento de carteira quer em termos de qualidade de serviço, de informação e marketing e aspectos tecnológicos”, complementou.

Para Nélita Sanches, representante da OM Créditos, o sector está numa “fase de transformação”, mas urge dar continuidade para que nos próximos anos haja sustentabilidade das instituições, apostando nas estruturas e capacitação dos funcionários.

Por outro lado, vê com bons olhos os acordos assumidos com a Pró Garante e o Pró Crédito, explicando que esses protocolos beneficiam na forma de ceder financiamento para micro e pequenas empresas, assim como a garantia de crédito aos clientes.

“Normalmente temos clientes com créditos, mas sem nenhuma garantia, pois, trabalhamos a base da confiança”, referiu, destacando que a partir de agora há condições de fazer melhor acompanhamento.

Por sua vez, a representante da Solmi Coop, Josileida Moreira, diz-se confiante no desenvolvimento do sector nos próximos anos, apontando principalmente às condições relacionados ao acesso de financiamento.

Na sua visão, é preciso ainda aprimorar o processo de divulgação, ou seja, informar aos cabo-verdianos sobre o sector, para que seja também um factor de inclusão social em Cabo Verde.

A VII Semana Nacional de Microfinanças é organizada pela Associação Profissional das Instituições de Microfinanças de Cabo Verde (APIMF-CV), na Cidade da Praia, tendo como enfoque a socialização da nova imagem e funções das instituições financeiras.

HR/CP

Inforpress/Fim

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