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Independência/44 anos: Jorge Santos enaltece propósitos da efeméride e presta homenagem aos combatentes da pátria

Cidade da Praia, 05 Jul (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional enalteceu hoje os propósitos da independência nacional e prestou uma justa homenagem aos combates da liberdade da pátria pela sua participação na luta e construção de um Estado de Cabo Verde.

Jorge Santos, que falava na sessão solene de celebração do quadragésimo quarto aniversário da independência nacional, sublinhou que um país deve viver da sua história e que esta deve ser conhecida e assumida.

No dia em que também resolveu prestar um merecido tributo à morna, o presidente da Assembleia Nacional considerou Cabo Verde como um país aberto ao mundo, que promove valores da liberdade, da dignidade da pessoa humana e do diálogo civilizacional.

“Se é verdade que os ganhos nos enchem de satisfação e orgulho, constituem também estímulos para continuar a empreender esforços para transformar Cabo Verde, a prazo, num país desenvolvido e promissor”, defendeu.

No seu discurso alusivo à data, Jorge Santos lembrou ainda que o país deve vencer desafios “inadiáveis” para reforçar o seu papel na sub-região africana e em todo o corredor do Atlântico Médio, enquanto plataforma de ligação entre a África, Europa e América.

Lembrou que a posição geográfica do país é uma vantagem que deve ser explorada e potenciada como instrumento da afirmação internacional.

Perante essa afirmação, admitiu que já é chegado o momento de o arquipélago explorar as suas potencialidades e riquezas haliêuticas na imensidão do mar, na zona económica exclusiva, sustentando que esse poderá ser o grande trunfo na definição do papel a desempenhar, a nível global, no desenvolvimento de uma economia de circulação no Atlântico Médio.

Neste âmbito, apelou a uma redefinição e potencialização da pertença de Cabo verde à União Africana e CEDEAO, assim como maior empenho nas relações no seio da CPLP e na intensificação de relações com a Região da Macaronésia.

A juventude, segundo referiu, deve estar no centro das preocupações e políticas públicas, avançando, por outro aldo, que políticas adequadas e assertivas fazem-se necessárias para dar repostas aos milhares de jovens que se encontram fora do sistema educativo.

“Creio que devemos retomar o debate nacional sobre o processo de regionalização do país, não por contingências partidárias, mas por ser um caminho para um desenvolvimento económico e social justo e equilibrado”, disse.

O parlamento cabo-verdiano, segundo notou, tem cumprido com o seu papel na história do Cabo Verde independente e democrático, seguindo todo o processo, e sendo uma prioridade e um desafio do sistema político nacional.

E porque, na sua opinião, o parlamento que hoje o país possui conduz com transparência o processo e prestação de contas, Jorge Santos, terminou o seu discurso felicitando o povo cabo-verdiano e afirmando que a Assembleia Nacional de Cabo Verde é verdadeiramente um “Parlamento Aberto.

PC/ZS

Inforpress/Fim