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Ilha do Sal: Salenses lamentam ruína da escola “Ildo Lobo” em Pedra de Lume encerrada há três anos

Espargos, 01 Out (Inforpress) – Salenses e moradores de Pedra de Lume continuam a lamentar o abandono da escola “Ildo Lobo”, naquela localidade, agora em completa ruína, depois de encerrada em 2016 e ter experimentado vários actos de vandalismo.

“Se Pedra de Lume ficar com gente, continuar habitada, um dia teremos a felicidade de ver a escola reabilitada e a funcionar”, prognostica Ana, uma das moradoras.

Também, assistindo o estado de ruína em que se encontra a escola Ildo Lobo, juntando-se à voz dos salenses e moradores, a eleita municipal Kátia Carvalho disse sentir “imensa” tristeza e indignação, devido à “falta de coerência” nas justificações.

“As informações que nos dão sobre o futuro da escola são contraditórias. Ora dizem uma coisa, ora dizem outra. Deixam-nos confundidos. Não têm intenção de recuperar a escola de Pedra de Lume. A ideia é mantê-la fechada… e isso é grave”, ajuizou a eleita municipal.

A escola de Pedra de Lume, a sete quilómetros dos Espargos, que ostenta o nome do cantor Ildo Lobo, natural da localidade, falecido há vários anos, está agora em completa ruína, depois de encerrada por decisão do Ministério da Educação, alegadamente por falta de condições da estrutura.

Inaugurada em Setembro de 2009, a escola apresentava-se como sendo a melhor estrutura de ensino na ilha, composta por sete salas de ensino básico, duas para o pré-escolar, refeitório, cozinha, duas casas de banho para os alunos e uma para professores, sala de gestor, sala de professores, tudo novo.

Sete anos depois de funcionamento, o Ministério da Educação, no início do ano lectivo 2016/2017 mandou encerrar a escola, alegadamente, por falta de condições no edifício, a nível de pavimento e pilares que apresentavam sinais de degradação, entre outras inquietações.

Na altura, surpreendidos com a notícia, no dia da abertura do ano lectivo os pais e encarregados da educação da localidade manifestaram-se indignados com tal decisão, tendo dias depois saído à rua em sinal protesto, o que, entretanto, de “nada valeu” já que, passados três anos, a escola continua lá, a degradar-se, conforme a Inforpress pôde constatar.

Perante a situação, as crianças de 6, 7, 8 e 9 anos, foram obrigadas a ir para os Espargos, tendo sido distribuídas por diversas escolas e salas de aula.

Na base dessa decisão estariam ainda os custos de funcionamento deste estabelecimento de ensino que necessitaria de um guarda e quatro professores, distribuídos em turmas mistas, formadas por 21 alunos.

SC/CP

Inforpress/Fim

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