Ilha do Sal: Pacthê Parloa volta a ser campeão do Carnaval com maioria dos títulos

Santa Maria, 27 Fev. (Inforpress) – O grupo Patchê Parloa revalida título, pela terceira vez consecutiva, como melhor agremiação carnavalesca na ilha do Sal, tendo arrecadado a maioria dos galardões, durante cerimónia de entrega dos prémios, esta quarta-feira na cidade turística de Santa Maria.

Depois da reposição do desfile na Avenida dos Hotéis, em Santa Maria, até por volta das 22:00, arrastando um número considerável de curiosos, foram conhecidos os vencedores do Carnaval 2020, marcando assim mais uma festa do Entrudo na ilha.

A disputa entre os dois grupos oficiais, tido como rivais carnavalesco, Gaviões e Patchê Parloa, este último mostra, mais uma vez, a sua superioridade na competição do Carnaval 2020.

Com o tema “Amazónia e as suas raízes”, tendo desfilado, com dois carros alegóricos, seis alas e mais de 400 foliões, o grupo leva a maioria dos prémios individual e colectivo.

No ano passado, Patchê Parloa foi, também, o grande vencedor do Carnaval 2019 na ilha do Sal, tendo conquistado a maioria dos títulos, e este ano volta a levar o cheque de 300 mil escudos e o troféu, atribuídos ao melhor grupo de Carnaval do ano.

Ao que a Inforpress pôde constatar, a classificação final decorreu com civismo, apesar do descontentamento de alguns fãs dos Gaviões, que levou apenas o prémio de melhor rainha.

Conquistando, praticamente, quase todos os títulos, desde melhor música, Patchê Parloa leva também os melhores, Rei, na pele de Hélio Pinto, Rainha de Bateria, Yasline Ortet, Porta-Bandeira, Alicia Freire, Mestre Sala, Idécio Gomes, ambos visivelmente felizes pelas conquistas.

A autarquia investiu cerca de um milhão de escudos para os prémios, cujos valores variam entre 300 e 60 mil escudos, de acordo com a categoria e classificação, também destinados ao melhor andor e melhor música.

Em termos de grupo, o primeiro lugar arrecadou, trezentos mil escudos, o 2º, duzentos mil escudos.

O melhor Rei e Rainha levaram 60 mil escudos cada, enquanto Mestre-sala e porta-bandeira mereceram um cheque de 40 mil escudos cada.

A Rainha da Bataria, 20 mil escudos, o melhor andor ganhou 150 mil escudos, e a melhor música 30 mil escudos.

O presidente do grupo Gaviões, José do Rosário, também conhecido por Zeca, visivelmente descontente com o resultado, sentindo-se injustiçado, vai avisando que não entrará mais em competição carnavalesca, caso houver apenas dois grupos em jogo.

“Não podemos ficar satisfeitos com esses resultados. O povo viu o nosso trabalho. Vimos sendo penalizados. O júri tem de valorizar o trabalho. É só ver o trabalho aplicado no nosso reinado, o desfile… perdemos o Carnaval porquê?” Questionou em tom de lamento e decepção.

Gaviões brindaram os salenses com o enredo “Piratas nas Aguas de Yemanja“, ostentado em nove alas, dois carros alegóricos e mais de 400 figurantes.

Nuno Lopes, líder do Patchê Parloa, grupo tradicional, organizado por jovens oriundos de São Nicolau, igualmente radiante, admitiu mais uma vez que renovar o título não é tarefa fácil, prometendo introduzir a cada ano, melhor nível e qualidade para elevar o patamar do Carnaval salense.

“Tem sido uma luta difícil pôr o Carnaval na rua. O grupo passa por muitas dificuldades que as pessoas nem imaginam. Alcançar esses resultados é fruto de muito esforço, sacrifício e trabalho. Tendo condições é possível apresentar um grande Carnaval no Sal. Já está num bom nível”, exteriorizou, defendendo a criação de uma comissão preparatória de Carnaval, já que não é possível uma liga.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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