Ilha do Sal: INMG sem disponibilidade financeira para pagar prémios de produtividade aos trabalhadores – PCA (c/áudio)

Espargos, 28 Jan (Inforpress) – A presidente do conselho de administração (PCA) do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) asseverou hoje que a instituição não reúne disponibilidade financeira para pagar prémios de produtividade aos seus trabalhadores.

Maria da Cruz Soares fez essas declarações durante uma conferência de imprensa, na sequência do anúncio de greve feito pelo Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (SINTCAP), que deveria ter início hoje, e até quarta-feira, exigindo a imediata reposição do pagamento de prémios de produtividade e o descongelamento das carreiras.

“Conforme a legislação vigente, o prémio de produtividade não pode constituir um direito adquirido, pelo que a exigência do Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública, não faz sentido”, considerou.

Face a essa exigência, Maria da Cruz Soares reiterou, explicando, que o INMG não reúne disponibilidade financeira para pagar prémios de produtividade aos trabalhadores, diante das necessidades, nomeadamente a nível das instalações técnicas, aquisição de equipamentos e licenças, e capacitação técnica dos colaboradores.

Entretanto, quanto ao processo de elaboração participada do Plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) do INMG, a responsável afiançou que o mesmo está em curso.

“E vai ser aprovado pelo Governo, para, depois, ser aplicado dentro de alguns meses. Esta é uma condição essencial para que se possa garantir aos trabalhadores a progressão na carreira”, esclareceu, considerando “desnecessário” reivindicar este quesito com recurso à greve.

Encarando que não havia razão para a greve, Maria da Cruz Soares regozija-se, entretanto, com o facto de o sindicato ter “recuado”, já que a greve, sublinha “em nada contribui para a melhoria das condições laborais e do desempenho institucional”.

Os trabalhadores do INMG deveriam dar início à greve hoje às 07:30, com o propósito de exigir da administração daquele instituto, a reposição do prémio de produtividade referente a 2018 (45%), e a totalidade referente a 2019, bem ainda o descongelamento das carreiras e salários.

A presidente do SINTCAP, Maria de Brito explicou, também, em conferência de imprensa que os trabalhadores e o sindicato desistiram desta greve por não concordarem com a requisição civil, decretada pelo governo, embora “respeitam e acatam”, mas as razões para a sua continuidade “ficaram esvaziadas”.

SC/CP

Inforpress/Fim

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