Ilha do Sal: Démis Almeida pondera regresso à política activa e candidatura às autárquicas de 2020 (c/áudio)

Espargos, 22 Jan (Inforpress) – O ex-ministro da Presidência do Conselho de Ministros, com tutela do sector da Comunicação Social, também líder da Comissão Política do PAICV no Sal, Démis Almeida vai regressar à política activa, ponderando candidatura às eleições autárquicas de 2020.

Démis Almeida manifestou essa possibilidade em entrevista à Inforpress, embora não tenha tomado, ainda, essa decisão, já que, conforme disse, depende de “uma série de factores”.

Afastado da política activa há algum tempo, depois das eleições de 2016, Démis Almeida explicou que essa ausência foi para poder dedicar-se mais à família, à vida profissional e permitir que outros desempenhem as funções, não tendo “nunca” cogitado a ideia de um afastamento definitivo da vida política.

“Pretendo, proximamente, regressar à vida política activa. Não sei ainda se no quadro autárquico ou noutro quadro político, eventualmente, nacional”, repetiu.

“Posso ser candidato, mas ainda não tomei essa decisão, ela depende de uma série de factores familiares, pessoais, políticos”, prosseguiu, prometendo fazer um pronunciamento “mais conclusivo” a propósito, depois do processo de definição, de relegitimação dos órgãos do seu partido, isto é, o PAICV.

“Eu não poderia tomar uma decisão ainda (…) tivemos recentemente as eleições directas que elegeram, relegitimaram a líder do partido. Vai haver um congresso no fim deste mês, haverão novos órgãos, portanto, tomarei uma decisão mais adiante sobre essa matéria”, explicou.

Instando a pronunciar-se sobre como está a estrutura do partido, disse entender que como ex-presidente da Comissão Política Regional que “não dever fazer quaisquer comentários de mérito” sobre a estrutura do partido ao nível da região do Sal.

Entretanto, avançou que o PAICV local tem particularidades, ou seja, “menos activo em períodos não eleitorais, e mais activos em períodos pré-eleitorais e eleitorais”.

Fazendo essa leitura, esclareceu, porém, que isso não é algo que se deva imputar “única e exclusivamente” aos dirigentes do partido a nível regional.

“Digamos que é uma marca, um traço da própria forma como se exerce a militância ao nível desta ilha. Mas penso que, independentemente da situação actual vigente do partido, o PAICV estará em condições de se mobilizar e de criar um ambiente favorável para ter sucesso nos embates eleitorais que se avizinham”, analisou.

Derrotado por duas vezes nas eleições autárquicas, a primeira em 2012, no embate eleitoral com Jorge Figueiredo, depois em 2016, em que teve Júlio Lopes como adversário político, Démis Almeida considerou que derrotas eleitorais “não devem desanimar”.

“Em política só perde quem desiste de lutar. Quando as nossas causas são nobres, estamos motivados pela vontade de fazer melhor, o bem, de melhorar a condição de vida das pessoas, de desenvolver a nossa terra (…), só somos derrotados se deixarmos de lutar por esses ideais e por esses valores”, enfatizou, renovando que vai continuar a lutar, devendo regressar à política activa nos tempos próximos.

SC/AA

Inforpress/Fim

 

 

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