Ilha do Sal: Câmara Municipal organiza conferência sobre prevenção do suicídio

Espargos, 08 Set (Inforpress) – A Câmara Municipal do Sal, através do Gabinete da Coesão e Inclusão Social, organiza, esta sexta-feira, a terceira conferência sobre “Prevenção do suicídio”, no âmbito do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, assinalado a 10 de Setembro.

A actividade, que decorrerá no Mercado Municipal de Santa Maria, das 09:00 às 12:30, pretende chamar a atenção sobre a problemática do suicídio, uma preocupação de saúde pública.

“O estigma na doença mental”, tendo como orador Zeferino Vaz, “Suicídio como problema na saúde pública”, sob a orientação do delegado de Saúde no Sal, José Rui Moreira, “Prevenção do suicídio” pela psicóloga Oriana Maocha, são alguns temas em reflexão.

O médico José Rui Moreira para quem o comportamento suicida é um fenómeno complexo e afectado por vários factores inter-relacionados, vai debruçar-se sobre as doenças mentais e a sua ligação ao suicídio, também associado ao alcoolismo, ao stress psicossocial, ao homicídio, sobretudo, feminicídio.

“O suicídio é um sério problema de saúde pública. O suicídio é uma fraqueza”, sublinhou, apontado que a pandemia de covid-19 trouxe ainda factores de risco adicionais à saúde mental da população, a nível mundial.

O delegado de Saúde disse que este ano, até o momento, a ilha do Sal já registou três casos de suicídio, engendrados por jovens, particularmente, sem contar, entretanto, com as ocorrências “dissimuladas” como acidentes.

“A maior parte dos suicídios pode ser evitada, desde que as pessoas estejam atentas. O suicídio está muito ligado à pobreza, embora pessoas ricas também se suicidam”, comenta o médico, referindo que se regista mais casos de suicídio consumado no homem do que nas mulheres, embora esta cometa mais atentados.

Sobre a matéria, muitas pessoas fazem a mesma pergunta: o que leva uma pessoa a colocar fim à própria vida? Seria esta a única saída para alguma dificuldade que vinha suportando?

Segundo especialistas, o comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos factores de origem emocional, psíquica, social e cultural, isto é, o indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Decepções amorosas, problemas familiares ou financeiros, depressão, transtornos de personalidade, abuso de substâncias químicas, são alguns dos factores.

“Claro que nem sempre actuam como causa directa, mas podem potencializar o risco da depressão e levar ao suicídio”, explicou o médico José Rui Moreira, para quem esta conversa aberta num dos espaços do Mercado Municipal de Santa Maria vai permitir questões e esclarecimentos sobre diferentes preocupações.

SC/CP

Inforpress/Fim

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