ICIEG destaca diminuição de casos de feminicídio este ano em Cabo Verde

Cidade da Praia, 10 Out (Inforpress) – A presidente do ICIEG destacou hoje a diminuição de casos de feminicídio em 2019, no país, comparado ao ano anterior, fruto de “politicas traçadas e de articulações no terreno”, com estruturas montadas para combater o fenómeno.

Rosana Almeida fez esta afirmação durante a acção de socialização e discussão do novo Plano Nacional de Igualdade de Género, PNIG 2019-2023, promovida pelo Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), acto que aconteceu na Cidade da Praia.

Conforme avançou, este ano Cabo Verde regista uma “diminuição considerável” de feminicídio, tendo em conta os casos que fizeram manchete em jornais no ano anterior, “que tiravam sono às pessoas”, por causa dos contornos que os fenómenos vinham assumindo.

“Hoje respira-se de alivio ao constatarmos uma drástica diminuição, até agora um caso”, sustentou, afirmando que este resultado advém de politicas traçadas, nomeadamente o sistema de avaliação de risco, apresentada a policia nacional, com resultados positivos.

Ajuntou que é nesta linha que o PNIG 2019-2023 se apresenta, sendo que o documento descreve uma visão estratégica, os objectivos e abordagens para a realização de esforços, com vista “a todos pensarem juntos” a igualdade de género e “empoderar mulheres e meninas”.

Acrescentou que nos dois últimos anos o país tem vindo a registar uma “diminuição considerável” de casos de VBG, que evidencia a fluência na produção de dados, “numa articulação que flui” com o Ministério Publico, Polícia Nacional e outras instâncias.

“Esta diminuição ancora-se num intenso trabalho que temos vindo a fazer no terreno, ao lado dos nossos parceiros tradicionais”, revelou, indicando que só no ano passado o ICIEG formou mais de 400 líderes comunitários, professores e alunos, de “forma a impactar cada vez mais”.

Por sua vez, a ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, que presidiu o encontro, explicou que o PNIG 2019-2023, além de um plano, “tem que ser uma agenda comum nacional de género”, com as especificidades que deve ter nos diferentes níveis de actuação.

“Penso que já se trabalhou muito de forma que esta agenda reflicta o que há de fazer e trabalhar com foco nos resultados”, ressaltou.

A governante indicou que anteriormente “não existia nenhum ministério ou sector” que se ocupasse especificamente dessa questão, e que com a entrada do novo Governo uma das prioridades foi “a revisão do quadro institucional”.

“O Ministério da Família e Inclusão Social tem uma competência específica, que é a coordenação deste processo, que se enquadra a acção do ICIEG”, referiu.

O PNIG é o documento que detalha as prioridades estratégicas e compromissos do Governo no domínio da igualdade de género, dotando todos os actores de um quadro político e de um instrumento de acção conjunta.

HR/AA

Inforpress/Fim

 

 

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