ICIEG congratula-se com diminuição dos casos de feminicídio mas mostra-se preocupado com pendentes e sem resposta (c/video)

Cidade da Praia, 25 Nov (Inforpress) – A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), Rosana Almeida, congratulou-se hoje com a diminuição considerável dos casos de feminicídio no país, mas mostrou-se preocupada com as pendências sem resposta.

Rosana Almeida fez esta intervenção à imprensa, à margem da apresentação do Estudo sobre Feminicídio, promovido pelo ICIEG em parceria com o PNUD, que aconteceu na cidade da Praia.

Disse que a instituição congratula-se pelo facto de Cabo Verde estar a contrariar cenário mundial, que aponta para 137 mil mulheres vítimas de feminicídio em 2018, com apenas um caso a contrastar com os oito que ocorreram no ano passado.

Explicou que “são baixas consideráveis” e que leva a atacar cada vez mais esta problemática, apostando numa cultura institucional, trabalho com alunos do secundário, introduzindo o modulo de igualdade de género no ensino secundário, apostar nos lideres comunitários, continuar as formações, “numa tentativa de promover” uma estreita articulação para combater esse fenómeno.

Ainda assim, alertou que o ICIEG não se vangloria das denúncias estarem a diminuir, salientando ser sim um “bom sinal”, mas, apontou, ainda preocupam os casos que continuam pendentes e sem respostas.

A presidente do ICIEG referiu que esta diminuição se notou tanto a nível do Ministério Publico, como a nível da Polícia Nacional e vem agora ser confirmado pelo Inquérito de Saúde Sexual e Reprodutiva.

Este inquérito, segundo avançou, demonstra a forma como as denúncias da violência baseada no género têm baixado durante este ano em Cabo Verde.

Entretanto atestou que a diminuição das denúncias causou alguma preocupação inicialmente, por questionarem se as denúncias não estarem a acontecer por falta de respostas.

“Decidimos fazer um estudo sobre feminicídio para conhecer o que se passa, qual é o perfil do agressor e que respostas institucionais nós devemos dar e o estudo veio confirmar esta tendência de diminuição, sustentou.

O estudo tem como finalidade facilitar a articulação das acções de prevenção, melhoria e alargamento dos serviços de apoio a vítimas de VBG e de fortalecimento de respostas institucionais (governamentais e não governamentais).

Por outro lado, visa também a criação do programa de reinserção de homens arguidos por violência baseada no género que propõe a organização de grupos reflexivos de agressores tanto no interior do estabelecimento prisional como fora.

 

HR/ZS

Inforpress/Fim

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