Guarda Costeira precisa aprimorar na documentação e na organização de procedimentos – capitão da Marinha Brasileira

Mindelo, 17 Jul (Inforpress) – O director cessante da missão naval do Brasil em Cabo Verde, Kaio Reich, considera que a Guarda Costeira cabo-verdiana precisa aprimorar mais na documentação e na organização de procedimentos para facilitar as equipas que sucedem.

Kaio Reich, que disse sair com o sentimento de “dever cumprido”, foi designado em 2017 para mapear o que seria necessário em termos de qualificação do pessoal cabo-verdiano e assim apoiar a estruturação e visão da Guarda Costeira.

“Saio com este sentimento, porque a equipa que hoje chega, terá capacidade de actuar na área de manutenção e na área dos treinos”, disse este responsável, que falava à imprensa o início da tarde de hoje, na sequência da cerimónia de transmissão do cargo ao seu colega Marcus Vinícius Povoa.

Referindo ao trabalho exercido pela equipa de propor um “conjunto de especialistas”, que pudessem contribuir para o desenvolvimento da Guarda Costeira, o capitão de Fragata considerou, por outro lado, que a entidade cabo-verdiana tem ainda muito a fazer em termos de estruturação de documento e organização de procedimentos.

“A Guarda Costeira tem pessoal formado em escolas militares de reconhecimento, mais precisa documentar mais e fazer a estruturação de mais normas e procedimentos”, aconselhou, incitando para que tudo fique registado e a passagem de função nos navios possa dar “mais memórias” as pessoas que sucedem nas missões.

Uma ideia já transmitida à actual equipa, que vai consolidar o caminho já feito e que, segundo ao actual director naval, Marcus Vinícius Povoa, vai estar ao serviço de Cabo Verde e “ajudar ainda mais” com a chegada de dois militares brasileiros, especializados na área de manutenção e de máquinas e na parte relacionada com as missões.

Marcus Povoa assegurou ser uma “honra” poder auxiliar a Guarda Costeira cabo-verdiana e este país que desde o primeiro momento se mostrou “muito simpático”.

“Então está sendo uma realização dupla, tanto no âmbito pessoal, como no profissional”, reforçou este também capitão de Fragata, adiantando que as prioridades da instituição cabo-verdiana serão as suas prioridades.

A cerimónia de passagem e assunção de cargo teve lugar nas instalações da Guarda Costeira, em São Pedro, contando com várias personalidades, entre as quais, o embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos Leitão, para quem a Marinha Brasileira, que designou como uma “ilha de excelência” se colocou ao serviço da Guarda Costeira cabo-verdiana, com uma missão naval iniciada na cidade da Praia e que se deslocou depois para Mindelo.

“É um projecto para lá de bem-sucedido”, considerou, desejando “bons agouros” ao actual director naval e assegurando que não vai perder uma única oportunidade de fazer “rasgados elogios” ao cessante, que, por seu lado, admitiu que poderia ter “somado mais” se tivesse tido a oportunidade de trabalhar mais com equipas à frente das missões.

LN/CP

Inforpress/Fim

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