Governo vai em 2023 elevar para 5.000 o número de beneficiários do Programa de Inclusão Produtiva

Cidade da Praia, 19 Set (Inforpress) – O Governo vai em 2023 elevar para 5.000 o número de beneficiários do Programa de Inclusão Produtiva, financiado pelo Banco Mundial, e que na primeira fase beneficiou duas mil famílias de nove concelhos.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, em conversa com os jornalistas, na sequência de um encontro com os beneficiários do programa no concelho da Praia, com a presença de representantes do Banco Mundial, para balanço e monitorização das açcões já desenvolvidas.

“Como sabem, a inclusão produtiva abarca neste momento duas mil famílias em nove municípios. O objectivo do Governo é chegar a 5.000 famílias nos 22 municípios de Cabo Verde”, disse, adiantando que o programa em fase piloto está a ser bem avaliado pela entidade financiadora.

“O projecto é extremamente bem avaliado pelo Banco Mundial. É por isso que em 2023 vamos ter boas novidades no orçamento de Estado, exactamente para podermos continuar com a política de eliminação da pobreza extrema e a redução da pobreza absoluta”, indicou.

O objectivo do programa de inclusão produtiva é reforçar as potencialidades das famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inclusão (RSI), através de um conjunto de acções, procedimentos, instrumentos e mecanismos, em articulação com a área de emprego e formação profissional, possibilitando-as o exercício de actividades geradoras de rendimento.

Nesta primeira fase, para além do concelho da Praia, foram beneficiadas as famílias dos municípios de Santa Catarina, São Salvador do Mundo, São Miguel, Santa Cruz, São Filipe, São Vicente, Ribeira Grande de Santo Antão e Porto Novo.

Só na Praia foram abrangidas 347 famílias, o que na perspectiva do ministro Fernando Elísio Freire demonstra bem que é um projecto que contribui para a inclusão produtiva.

“Quando falamos da inclusão produtiva é o Governo, através da formação profissional, de incentivo à abertura de pequenos negócios, contribuir para que as famílias possam de uma forma sustentada sair da situação de dificuldades económicas e financeiras e fazer uma ascensão social. Ou seja, é uma política que promove a dignidade da pessoa humana, a criação do emprego e auto-emprego”, sustentou.

O programa a nível nacional está orçado em 300 mil contos, e no concelho da Praia é implementado pela ONG Citi Habitat, que também está a trabalhar em Santa Catarina.

A Morabi, a OMCV e Solmi são outras organizações não governamentais (ONG) envolvidas na implementação do programa.

MJB/JMV
Inforpress/fim

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