Governo reconhece que verba alocada para a investigação agrária “é muito pouca”

Cidade da Praia, 15 Jan (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente reconheceu hoje que a verba alocada para o sector da investigação agrária é “muito pouca”, mas assegurou que o País esta a fazer um “esforço maior” para mobilizar mais recursos.

Gilberto Silva que falava aos jornalistas na manhã de hoje, na Cidade da Praia, à margem do workshop regional sobre investigação, inovação e transferência de tecnologia para o desenvolvimento sustentável do sector agrário na África ocidental e central, afiançou que nos dois últimos anos foram colocados “muito mais recursos” a favor da investigação agrária.

Adiantou que o País tem disponibilizado “muito pouco dinheiro” para a investigação agrária, uma vez que tem priorizado vários outros sectores, como educação, saúde, infraestrutura, social e transportes, que “são cruciais para o desenvolvimento” do arquipélago, mas realçou que estão a fazer um “esforço maior” no sentido de mobilizar mais recursos.

A ideia, segundo o governante, é continuar nessa mesma senda até o País conseguir atingir “uma meta razoável” para a produção de “mais pacotes tecnológicos e maior contribuição da ciência e tecnologia” no desenvolvimento da agricultura.

No contexto das mudanças climáticas, disse que os desafios passam pelo aumento da produtividade e da produção e que “se coloca fortemente” a questão da sustentabilidade e da adaptação da agricultura, especialmente nos países e regiões onde Cabo Verde está inserido e cujas fragilidades “são bem conhecidas”.

Para Gilberto Silva, a investigação tem um papel “muito importante” nesse domínio, tendo em conta que ajuda na criação de pacotes tecnológicos, na transferência de conhecimentos aos produtores, na estruturação do mercado da agricultura e na formação de quadros.

“É isso que Cabo Verde precisa, pois o sector agrário tem um potencial forte ainda para o crescimento e contribuição no desenvolvimento económico, a reduzir as assimetrias, afixar a população no campo e fortalecimento da segurança alimentar e nutricional”, apontou.

A diversificação de espécies e variedades hortícolas, melhoria de sementes e culturas agrícolas, conservação da biodiversidade terrestre, investigação aplicada e transferência de conhecimento e tecnologias de regras e horticultura, reforço da capacitação da adaptação e resiliência as mudanças climáticas no sectror dos recursos hídricos são alguns dos ganhos científicos alcançados.

Por ser um país insular e com vários desafios a nível da seca e escassez dos recursos naturais, o governante desafiou as instituições de investigação, técnicos e cientistas a produzirem cada vez mais inovações e a ajudar no processo da divulgação e aplicação nos sistemas produtivos.

“Os países e os parceiros devem se esforçar mais para financiar mais a investigação e o desenvolvimento agrário, investigar para atender de forma rápida e eficiente as necessidades dos produtores e da protecção do ambiente, da necessidade da compreensão da vez melhor dos mercados e da classe produtiva e acima de tudo da necessidade de assegurar a sua divida participação nos processos de investigação e desenvolvimento e da promoção do seu interesse crescente pela transferência de tecnologias”, sublinhou.

 

 

Promovido pelo Conselho da África Ocidental e Central para Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (CORAF, na sigla em inglês) em parceira com o Governo de Cabo Verde, o evento visa promover uma reflexão sobre o sector agrário em África do oeste e central e debater as potencialidades, as especificidades e as oportunidades existentes.

Destinado aos agricultores, produtores, representantes das organizações não-governamentais, privados e decisores do sector público, técnicos e investigadores, assim como jovens e mulheres africanos na busca de novas oportunidades de autoemprego, o encontro conta ainda com a presença de vários parceiros nacionais e internacionais e todos os membros da CORAF.

AV/AA

Inforpress/Fim

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