Governo anuncia que estatuto dos bombeiros de Cabo Verde já “foi aprovado” pelo Conselho de Ministros

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O Governo anunciou hoje que o estatuto dos bombeiros de Cabo Verde já “foi aprovado” pelo Conselho de Ministros e que, brevemente, subirá ao Parlamento para discussão e aprovação.

“Acreditamos que na próxima semana o estatuto dos bombeiros entrará no Parlamento de forma oficial para ser discutido e aprovados pelos senhores deputados”, precisou o ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares.

Fernando Elísio Freire fez este anúncio no período de questões gerais para responder a uma preocupação colocada pela União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), a propósito da situação por que vem passando os bombeiros de São Vicente.

O responsável da Região Política de São Vicente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) já tinha classificado de “degradante” a situação dos bombeiros municipais, a qual “não dignifica” nem a corporação e nem o município.

Alcides Graça fez essas declarações na sequência de uma visita que efectuou aos bombeiros, revelando depois à imprensa que se tinha deparado com um “quadro crítico” .

Por sua vez, o edil sãovicentino considerou esta quarta-feira, durante a assembleia municipal,  que os bombeiros se tinham tornado numa sede de partidos políticos e de sindicatos e, por isso, têm dificuldades em cumprir os seus deveres.

Na Cidade da Praia, os bombeiros iniciaram esta sexta-feira, por tempo indeterminado, uma greve, alegando falta de condições para o exercício das suas actividades, nomeadamente carência de fardamentos, falta de recursos humanos e necessidade mais viaturas de combate ao fogo.

Os soldados da paz da capital acusam ainda a Câmara Municipal da Praia de violar os “mais elementares direitos dos trabalhadores”, nomeadamente a portaria 61/83 de 3 de Setembro de 83, “que manda equiparar os salários dos bombeiros municipais à Policia de Ordem Pública”, alegando que de 2010 a esta parte os trabalhadores estão sendo prejudicados.

LC/CP

Inforpress/Fim

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