Fogo: Terminal de cargas e de passageiros é pequeno demais para as grandes ambições da ilha – deputados do PAICV

São Filipe, 19 Jan (Inforpress) – Os deputados do PAICV pelo círculo eleitoral do Fogo consideram que o terminal de cargas e de passageiros do aeródromo de São Filipe é uma “obra necessária”, mas é “pequeno demais” para as grandes ambições dos foguenses.

A afirmação dos deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Luís Pires e Clara Andrade, foi feita em conferência de imprensa, no âmbito da visita ao círculo eleitoral para contactos e acompanhamento de algumas obras em curso na ilha.

Luís Pires lembrou que em matéria de transportes aéreos, os compromissos do actual governo para com a ilha do Fogo, que se arrastam desde 2016, ainda não foram honrados, tendo apontado como exemplo a iluminação do aeródromo e sua transformação num aeroporto internacional.

“A iluminação vem sendo adiada desde 2017 e a culpa não é nem da seca, nem da pandemia, nem da guerra”, referiu o parlamentar, observando que seis anos depois, não há iluminação e o aeroporto internacional não está sequer orçamentado.

Para os deputados do PAICV, que visitaram na manhã de hoje as obras de terminal de carga e passageiros com capacidade para receber dois voos dos aparelhos ATR em simultâneo, “é um autêntico desprezo para os emigrantes, para os operadores económicos e para os foguenses”.

“Desde 2016 que a ilha do Fogo, para este governo, é um cavalo veloz, com rédeas curtas”, advogou Luís Pires, observando que a perspectiva de ter, no futuro breve, um aeroporto internacional e iluminado, a obra não pode ser executada sem visão de futuro para responder às ambições da ilha e capaz de atrair mais investimentos, nacionais e estrangeiros, para aproveitar as enormes potencialidades que a ilha tem.

Com relação à estrada que vai ligar Estância Roque a Cabeça de Fundão (Santa Catarina) os deputados salientaram que, contrariamente àquilo que afirmaram no Parlamento, “não puseram mais nenhuma pedra além daquilo que encontraram em 2016”, apesar de se tratar de uma estrada que vai permitir uma ligação mais rápida a Chã das Caldeiras, principal produto turístico da ilha e é também importante por razões de protecção civil.

Ainda no município de Santa Catarina, mais concretamente na cidade de Cova Figueira, os deputados do PAICV contrariam os parlamentares do MpD (poder), afirmando que o Centro de Apoio às Vítimas está fechado desde Outubro de 2020 e em toda a ilha não há, neste momento, um único centro a funcionar.

No município dos Mosteiros, segundo os dados apresentados em conferência de imprensa, a câmara ainda aguarda a transferência de uma quantia considerável do Fundo do Turismo, no valor de 17 mil contos referentes ao quadriénio 2016/2020.

Luís Pires avançou ainda que a preocupação maior da autarquia neste momento é assegurar a prometida comparticipação do governo, em cerca de 50 mil contos para a asfaltagem do troço de estrada que liga Fajãzinha a Mosteiros Trás, pouco mais de seis quilómetros, sublinhando que sendo uma estrada nacional, a edilidade espera poder contar com a comparticipação do governo.

Em relação às obras do governo nos municípios, os parlamentares do PAICV defendem a sua dinamização, sublinhando que não há razão para tanto demora na implementação das obras de grande importância para a ilha e que são compromissos que arrastam desde 2016.

No caso da iluminação e ampliação do aeroporto a sua concretização dará satisfação aos emigrantes nos Estados Unidos e noutras paragens, mas também responderá às demandas dos operadores locais que gostariam de ver os turistas que chegam às ilhas do Sal e da Boa Vista e com vontade de visitar a ilha do Fogo poderem vir com toda a rapidez e com possibilidade de voos a qualquer hora.

JR/CP

Inforpress/Fim

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