Fogo: Oitenta por cento dos agentes prisionais da cadeia civil aderiram à greve nacional

São Filipe, 19 Nov (Inforpress) – Um total de sete dos dez agentes prisionais efectivos da cadeia civil de São Filipe, que confirmaram a participação na greve, concentraram-se hoje junto das instalações do estabelecimento prisional no primeiro dos três dias de grave nacional.

O delegado da Associação dos Agentes Prisionais de Cabo Verde (AASP-CV) na cadeia civil de São Filipe, Cláudio Rodrigues, disse hoje que a participação não foi “mais expressiva” porque houve intimidação por parte dos responsáveis do estabelecimento através de telefonemas para agentes prometendo formação no exterior e outros por serem novos, observando que os mesmos foram ameaçados com faltas injustificadas e processo disciplinar.

A alteração dos estatutos, a calendarização de negociação de todos os problemas que afectam a classe com a ministra da Justiça, o reforço do pessoal com um total de pelo menos 200 agentes prisionais em todos os estabelecimentos do país e a revisão da grelha salarial são os motivos que estão por detrás da realização desta greve, assim como as promoções em atraso.

A nível da cadeia civil de São Filipe/Fogo, estão alocados um total de 15 agentes prisionais, mas funcionando na prática com 14, segundo o delegado de AASP – CV, este numero é insuficiente para dar a cobertura a este estabelecimento, para escoltas para fora como à ilha Brava, Tribunais (São Filipe e Mosteiros), hospital e para serviços interno, observando que o número ideal para a cadeia civil de São Filipe seria de 25 agentes.

Este em nome dos seus companheiros, deixou claro que a greve é para reivindicar os seus direitos e que os agentes prisionais não são contra a direcção nem o Ministério da Justiça e que apenas estão à procura dos seus direitos e melhorias de condições de trabalho e da própria vida.

Com perto de uma centena de reclusos, de entre os condenados e em prisão preventiva, cada turno de 24 horas conta com três guardas, mas além disso, indica Cláudio Rodrigues, a cadeia não dispõe de uma secretaria a funcionar e de um chefe de segurança, falta pessoal para reforçar visita e escoltas.

Segundo o mesmo, o fardamento foi disponibilizado há quatro anos, a inexistência de raio X para controlo da entrada, a deficiente iluminação pública e inexistência de um gerador de emergência, são de entre outras situações que preocupam os agentes prisionais que trabalham na cadeia civil de São Filipe que recebe reclusos das ilhas do Fogo e da Brava.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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