Fogo: Manual de boas práticas no ecoturismo objectiva padronizar procedimento de agir

São Filipe, 01 Jul (Inforpress) – A padronização do procedimento, do agir e da postura a serem desenvolvidos na promoção e gestão sustentável do território é a finalidade do manual de boas práticas no ecoturismo.

O manual, elaborado no âmbito do projecto ecoturismo na ilha do Fogo denominado de Fogo, Água, Terra, Ar (FATA) e financiado pela União Europeia, foi apresentado no final de Junho durante a última acção do projecto que encerrou as suas actividades na ilha, depois de três anos e meio.

“O objectivo deste manual de boas práticas no ecoturismo na ilha do Fogo é orientar os operadores e prestadores de serviço para uma padronização do procedimento, do agir e da postura a serem desenvolvidos”, lê-se na nota justificativa do documento que disponibiliza informações e normas de conduta a todos que visitam o destino turístico Fogo, desde a chegada até a sua saída da ilha e assente num turismo “responsável e sustentável”.

O manual tenta conjugar num mesmo documento o planeamento, a promoção turística e as pretensões económicas, a curto prazo, com os “compromissos sociais e ambientais sustentáveis”.

“O bem receber e hospedar exige procedimentos éticos, tanto de quem acolhe, quanto do hospede/visitante”, destaca o documento, observando que o manual é “a bússola orientadora, para dar norte e sentido às acções, diante de situações do dia-a-dia e da lide e operação turística”.

O manual de boas praticas para o ecoturismo, é um documento simples e dividido em cinco áreas fundamentais como “a ética e a educação”, “o treinamento e a desenvoltura profissional”, “pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida”, “a segurança, limpeza e higiene” e “ambiente e práticas sustentáveis”.

Igualmente contém orientações, aconselhamentos e formas de procedimento que ajudam os operadores turísticos e prestadores de serviços a acolher os visitantes, destacando que “a ética e a educação, a segurança, o treinamento e a desenvoltura profissional são ingredientes, suficientes, para a melhoria da qualidade dos serviços no destino”.

Um outro documento elaborado no âmbito do projecto ecoturismo na ilha do Fogo denominado FATA e financiado pela União Europeia é o “código de conduta contra o turismo sexual na ilha do Fogo”.

Este código é constituído por 12 regras em que os operadores turísticos e prestadores de serviços turísticos na ilha recusam qualquer promoção e publicidade de carácter erótico, vinculada ao sector, assim como condenam qualquer posicionamento das empresas turísticas relativo à promoção da ilha do Fogo como destino de turismo sexual, por meio de cartazes, catálogos, vídeos, informação na página de internet e outros.

Igualmente estes comprometem-se a não conduzir turistas ou prestar informações acerca de estabelecimentos onde possa estar a praticar a promoção do turismo sexual, assumindo o compromisso de denunciar as autoridades os factos de que tem conhecimento

Os aderentes ao código de conduta contra o turismo sexual comprometem-se a promover acções de capacitação e sensibilização junto dos prestadores de serviço e da comunidade sobre o turismo sexual para a criação de uma consciência cívica sobre os danos do turismo sexual, rejeitando assim qualquer forma de exploração sexual.

Na parte final do documento está estampada uma ficha de adesão ao código de conduta contra o turismo sexual em que a empresa se manifesta contra o turismo sexual e onde se pode ler “somos fiscalizadores e assumimos de forma clara e permanente, a defesa do código de conduta contra a exploração do turismo sexual, na ilha do Fogo”, ficha essa que é colocada em sítios visíveis das empresas do sector do turismo.

JR/AA

Inforpress/Fim

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