Fogo/Lei do álcool: 5ª Comissão da Assembleia Nacional destaca sintonia das instituições mas questiona a fiscalização

São Filipe, 22 Nov (Inforpress) – A presidente da Comissão Especializada de Educação, Cultura, Saúde, Juventude, Desporto e Questões Sociais, Celeste Fonseca, disse que todas as instituições estão em sintonia com a nova lei do álcool, mas questionam o problema da aplicação e fiscalização.

Ao concluir a missão de dois dias a ilha do Fogo, os deputados, que integram a 5ª Comissão, e depois de visitar instituições como as câmaras municipais, hospital São Francisco de Assis, escolas, delegação do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA), vinha Maria Chaves e Delegacia de Saúde, constataram a forma como a lei foi recebida, está a ser trabalhada e como poderão, no âmbito das suas acções, sensibilizar as populações para a questão.

A percepção que a 5ª Comissão da Assembleia Nacional leva é de que todas as instituições estão em sintonia com a nova lei do álcool e entenderam a necessidade de dar “um volte-face” em matéria do consumo do álcool e que o envolvimento e a articulação entre as diversas instituições com responsabilidade são fundamentais nesta questão.

“Todos irmanados na luta contra o abuso do álcool é importante”, disse Celeste Fonseca, indicando que foi unânime a satisfação com que as instituições acolheram a nova lei do álcool e inclusive afirmam que os cidadãos e as famílias estão satisfeitos com esta lei que só peca por tardar, mas que agora há o problema de sempre, o da fiscalização e aplicação da lei.

Segundo a deputada, os parlamentares que integram a comissão estão empenhados no acompanhamento e na fiscalização tanto mais, explicou, que o plano de actividades para este ano parlamentar da 5ª Comissão tem como espinha dorsal a nova lei do álcool.

Para a presidente da Comissão Especializada de Educação, Cultura, Saúde, Juventude, Desporto e Questões Sociais, as questões porque passam os adolescentes, crianças, doentes crónicos do álcool, doentes mentais, estão relacionadas com o consumo desorganizado de bebidas alcoólicas e, por isso, torna-se necessário um trabalho, quer a montante como a jusante, em matéria de sensibilizar para um consumo social, moderado, prazeroso do álcool, e todos devem estar envolvidos nesta prevenção porque o alcoolismo é um problema de saúde pública em Cabo Verde.

Para Celeste Fonseca há dinheiros do Orçamento do Estado para a saúde que são gastos com essa problemática, o absentismo no trabalho, o abandono escolar, crianças em riscos e vitimas de violência sexual, desresponsabilização paternal, situações advenientes do consumo desorganizado do álcool.

JR/CP

Inforpress/Fim

Scroll to Top
Share via
Copy link
Powered by Social Snap