Fogo: Hospital regional vai ter ala psiquiatra assim que for reforçado com mais enfermeiros – ministro

São Filipe, 12 Ago (Inforpress) – O hospital regional São Francisco de Assis vai ter uma ala psiquiatra a funcionar, assim que for reforçado com mais enfermeiros, cujo processo de selecção encontra-se em curso, disse hoje o ministro da Saúde.

Arlindo do Rosário, que visitou hoje o hospital regional, acompanhado do director deste estabelecimento, disse ter passado pelo espaço que vai ser adaptado para, com a vinda dos enfermeiros, abrir a ala psiquiatria que, segundo o mesmo, “é importante” porque “há de facto necessidade de um espaço apropriado”.

O hospital, observou, já dispõe de psiquiatra e psicólogo e com mais enfermeiros terá capacidade em recursos humanos para “melhor gerir” situações que necessitam de internamento, não só para a segurança do próprio paciente, como da população.

Para o ministro da Saúde a principal “boa nova” é ver os avanços que esta região sanitária tem registado nos últimos anos, em que “ganhou competências e capacidade de respostas, prestando melhores cuidados de saúde” à população das duas ilhas, com impacto directo na “diminuição de transferência” de pacientes para o hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia.

Da visita à ilha e dos contactos estabelecidos com pessoal afecto ao seu ministério, Arlindo do Rosário disse que inventariou daquilo que são os problemas e desafios, mas também os avanços, indicando que há questões a melhorar, sobretudo na área dos recursos humanos, nomeadamente de pessoal de enfermagem.

Para os Mosteiros, disse é preciso alocar um enfermeiro para o sector de Saúde Reprodutiva e, em Santa Catarina, mais dois enfermeiros para ter uma equipa com o mínimo de cinco enfermeiros, observando que o seu ministério está a trabalhar junto com a câmara municipal para encontrar um espaço para a deslocalização do serviço de Saúde Reprodutiva do centro de saúde, que é um “espaço exíguo”, permitindo descongestionar o centro que terá “melhor condição” de prestação de serviço.

Com relação ao hospital regional, o ministro disse que o problema se centra à volta dos recursos humanos, nomeadamente de enfermeiros que saíram e não foram substituídos, esperando que “em breve” o Ministério da Saúde esteja em condições de repor o número de enfermeiros.

Sem indicar o número de pessoal de enfermagem para o hospital regional, Arlindo do Rosário afirmou que além de repor os enfermeiros em falta pretende fazer “um pouco mais”, já que o ministério está a trabalhar e estabelecer uma parceria com a Associação de Solidariedade e Desenvolvimento.

Tal visa uma forma de gestão conjunta dos recursos humanos, tendo em conta que no próximo ano será inaugurado o centro para cuidados paliativos, o primeiro de toda a África Ocidental.

Este espaço, explicou, será “uma mais-valia” para aquilo que se pretende em relação à saúde, desde prevenção, promoção, tratamento e seguimento dos cuidados paliativos, pelo que há todo o interesse em trabalhar com a associação para que funcione “como deve ser”.

Sobre o projecto de construção do posto sanitário de Chã das Caldeiras, Arlindo do Rosário disse que as obras de terraplanagem devem começar “dentro de pouco tempo” e a execução física do projecto deverá durar “uns sete meses”, destacando a importância da infra-estrutura que irá servir a população de Chã das Caldeiras e os turistas que demandam aquela localidade.

O projecto é financiado no quadro do programa PRRA e, por isso, o titular da pasta da Saúde disse não ter o montante do seu financiamento, mas assegurou que “há financiamento garantido” e as condições criadas para o arranque da obra.

JR/AA

Inforpress/Fim

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